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Desejo boas vindas e que o mesmo possa suprir as espectativas e contribuir para aumentar os conhecimentos daqueles que o visitam,temos como proposta a divulgação do conhecimento geográfico no contexto escolar e no âmbito do planeta terra,trabalhando de uma forma holística para que possamos compreender os acontecimentos naturais ou antrópicos em nosso planeta,e que todos possam participar dando sugestões.

LIVROS DE MINHA BIBLIOTECA

  • Gráficos e mapas,construa você mesmo-Marcelo Martinelli
  • A Geografia das lutas no campo
  • Epistemologia Ambiental-Enrique Leff
  • Geografia do Brasil-Jurandyr L. Ross
  • Max. Sore-Geografia

O que são rios voadores?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A AMAZÔNIA AZUL


Estamos acostumados a ouvir falar da floresta Amazonica e achamos que as maiores riquessas naturais do Brasil encontra-se lá,com mais de 4 milhões de quilômetros quadrados,abrigando parcela considerável da água doce do planeta,reservas minerais de toda ordem e a maior biodiversidade da Terra,todos esses dados já são motivos para acharmos que nossas maiores riquezas encontram-se nessa área.
Entretanto,há uma outra Amazônia,cuja existência é,ainda,tão ignorada por boa parte dos brasileiros quanto o foi aquela por muitos séculos.Trata-se da Amazônia azul,que,maior do que a verde,é inimaginavelmente rica.
Qual a extensão e as riquezas dessa Amazônia azul?Conforme estabelecido na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar,ratificada por 148 países,inclusive o Brasil,todos os bens econômicos existentes no seio da massa líquida,sobre o leito do mar e no subsolo marinho,ao longo de uma faixa litorânea de até 200 milhas marítimas de largura,na chamada Zona Econômica Exclusiva(ZEE),constituem propriedade exclusiva do país ribeirinho.Em alguns casos,a Plataforma Continental(PC)prolongamento natural da massa terrestre de um estado costeiro-ultrapassa essa distância,podendo estender a propriedade econômica do Estado a até 350 milhas marítimas.Essas áreas somadas -a ZEE mais a PC estendida-caracterizam a imensa Amazônia Azul,medindo quase 4,5 milhões de quilômetros quadrados,o que acrescenta ao País uma área equivalente a mais de 50% de sua extensão territorial.As riquezas contidas nesse território também pertencem ao Brasil já que são elementos desse contexto,a via marítima é outra fonte de riqueza já que 95% do nosso comércio exterior é transportado por via marítima.Diante desses dados temos que nos preocupar com a preservação,a vigilância,a defesa e a proteção dos interesses do Brasil no mar.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

CONTEÚDO PARA O TRABALHO DO 9º B

Segue abaixo o texto para o trabalho.
Fazer um comentário sobre o texto e elaborar 5 questões.
A matéria é da Revista Isto É Dinheiro de 17 Fev/2010,Ed. Três.

Euroesclerose
O epicentro da crise global já não é mais a economia americana, mas sim a Europa, que está na UTI. E, no Velho Continente, os problemas estruturais são tão graves que já ameaçam até a saúde do euro
Por Carolina Matos e Hugo Cilo

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Nos últimos dias, o mundo descobriu que a Europa está doente. Não de uma enfermidade ocasional, provocada por algum vírus oportunista. A doença europeia é congênita e o foco de infecção está no próprio modelo que forjou, ao longo de mais de 50 anos, o mais poderoso e rico bloco econômico do mundo, com um PIB de quase US$ 15 trilhões. Engessado por políticas sociais e trabalhistas rígidas, excessivamente dependente de seu mercado interno e sob o peso de economias frágeis, como Grécia, Portugal e Espanha, o Velho Continente parecia não ter forças de reação à crise inaugurada em setembro de 2008 e que dá sinais de estar mais próxima da cura até mesmo nos Estados Unidos. Embora não haja riscos de um contágio maior em economias como a brasileira, a situação local inspira cuidados. E, na semana passada, um sintoma da enfermidade apareceu no quadro clínico do paciente, na forma de uma corrida especulativa. Fundos montaram posições de US$ 8 bilhões para apostar contra a moeda europeia - o euro, que já valeu mais de US$ 1,50 em dezembro do ano passado, caiu para US$ 1,36. Especulava-se até que alguns países, no médio prazo, poderiam abandonar a moeda comum e resgatar suas antigas e combalidas divisas, como a lira italiana, a peseta espanhola, o escudo português e a dracma grega. No caso da Grécia, o risco era iminente. E o que se discutia em Bruxelas, sede do Parlamento europeu, na noite da quarta-feira 10, era se o governo de Atenas deveria ser socorrido pelo Fundo Monetário Internacional ou por instituições locais. O debate mobilizou as duas principais vozes econômicas da Europa. O presidente do FMI, o francês Dominique Strauss-Kahn, se colocou à disposição para ajudar. Mas o presidente do Banco Central Europeu, o também francês Jean Claude Trichet, recusou a oferta de forma simples e direta. "Seria uma humilhação", disse ele.

O epicentro da crise global já não é mais a economia americana, mas sim a Europa, que está na UTI. E, no Velho Continente, os problemas estruturais são tão graves que já ameaçam até a saúde do euro

Por Carolina Matos e Hugo Cilo


Protestos na frança: trabalhadores contrârios a mudanças na lei de previdência

A expressão usada por Trichet revela bem o estado de ânimo dos europeus, que vivem uma crise que pode até abrir novas oportunidades para países emergentes como o Brasil. Mal comparando, eles vivem uma situação parecida com a de uma família quatrocentona, que ainda ostenta títulos de nobreza, mas que perdeu patrimônio e não pode passar pelo vexame de ver seu nome nas páginas de protestos judiciais. "A única coisa capaz de acalmar os mercados é um pacote interno, 100% europeu, de resgate das economias mais problemáticas", disse à DINHEIRO Jim Reid, estrategista do Deutsche Bank em Londres. Na semana passada, as negociações com os gregos eram lideradas pelas duas economias mais fortes da Europa - Alemanha e França -, que exigiam cortes orçamentários para aprovar um pacote de ajuda. Sem alternativas, o governo do primeiro-ministro George Papandreou prometia aprovar em regime de urgência medidas impopulares, como a flexiblização dos direitos trabalhistas e o aumento da idade mínima de aposentadoria. "A prioridade é salvar a economia", disse ele.

Em tese, com um PIB de apenas US$ 343 bilhões, a economia do Mediterrâneo é relativamente pequena e não deveria ser capaz de provocar nenhuma turbulência no globo. Mas o caso grego expõe as fragilidades da União Europeia, um bloco que já conta com 16 países na Zona do Euro e tem outros na fila - a Grécia foi aceita em 2000. Durante a bonança, os países mais frágeis do continente receberam grandes investimentos das economias centrais, mas não encontraram novas vocações econômicas. E o euro criou uma ilusão de riqueza. Agora, com a retração econômica, as contas fiscais entraram em colapso - a Grécia registrou um rombo de 12,7% do PIB, quando as regras do Tratado de Maastricht, que fixou as regras do euro, estipulava um teto de 3% do PIB. E é exatamente aí que entra um outro complicador. Numa situação normal, um governo neste estâgio poderia adotar medidas de política monetária, usando a inflação para reduzir a dívida, ou de política cambial, para aumentar a competitividade externa de seus produtos. Mas os países do euro perderam instrumentos de ação. E por isso ficaram na mira dos mais pessimistas. "Se nada fosse feito, a Grécia poderia voltar aos tempos da dracma", previu o economista Nouriel Roubini.

A questão é que a crise de confiança está se disseminando rapidamente em vários países da Europa. Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia, afirmou na semana passada que "o coração da crise se chama Espanha". E ele também apontou a falta de instrumentos por parte do governo de José Luis Zapatero. "Se a Espanha tivesse a sua moeda, poderia desvalorizá-la para voltar a ser competitiva", disse ele. "Como não tem, está condenada a vários anos de deflação e alto desemprego." Embora esteja no centro das preocupações, a Espanha teve uma boa notícia na semana passada, quando a agência Moody's reafirmou o rating AAA do país, diante das promessas de que o país também enfrentaria seu problema previdenciário. Mas o que é dito pelas agências nem sempre é levado ao pé da letra pelo mercado - na semana passada, pela primeira vez na história, Grécia, Portugal, Irlanda e a própria Espanha apresentavam uma taxa de risco de crêdito superior à brasileira (leia gráfico).

O epicentro da crise global já não é mais a economia americana, mas sim a Europa, que está na UTI. E, no Velho Continente, os problemas estruturais são tão graves que já ameaçam até a saúde do euro

Por Carolina Matos e Hugo Cilo

A DOENÇA EUROPEIA

O Velho Continente está em crise. E os casos mais emergenciais são os de países como Portugal, Itália, Irlanda, Espanha e Grécia, os chamados PIIGS

Na Espanha, o desemprego já se aproxima de 20%. Entre os mais jovens é de quase 40%. E isso revela um outro aspecto da euroesclerose: a rigidez do mercado de trabalho, que se soma a um grave problema demográfico. Países como Itália e Alemanha estão perdendo população. Na Espanha, ela já não cresce mais. E, quando se leva em conta que as populações têm idades médias elevadas, o problema previdenciário se torna crítico. Tão grave quanto isso é a imensa reação dos europeus a qualquer mudança. No mês passado, na Bélgica, a demissão de 260 pessoas na ABInbev, num quadro de 2,7 mil funcionários, provocou bloqueios nas estradas, que paralisaram totalmente a produção da empresa. Além disso, parlamentares passaram a pedir a cabeça do CEO da companhia, o brasileiro Carlos Brito. No início deste mês, na França, dois gerentes de uma empresa de móveis perto de Paris, a Pier Import, foram feitos reféns pelos trabalhadores, que protestaram contra futuras demissões. E a gigante France Telecom foi palco de uma onda de suicídios - 25 em 20 meses -, em decorrência de um estilo de gestão mais agressivo. "Eles viveram durante muitos anos num mundo de privilégios e criaram economias que hoje são elefantes brancos", aponta o sociólogo Paulo Edgar de Almeida Resende, professor da PUC-SP.

O epicentro da crise global já não é mais a economia americana, mas sim a Europa, que está na UTI. E, no Velho Continente, os problemas estruturais são tão graves que já ameaçam até a saúde do euro

Por Carolina Matos e Hugo Cilo


Bolsa de Madri: os temores sobre a Europa afugentam os investidores

Justamente por isso, o mundo hoje parece mais preocupado com a situação da Europa do que com a dos Estados Unidos. Enquanto o consenso dos bancos internacionais já projeta algum crescimento da economia americana em 2010, entre 1% e 2%, o PIB europeu deverá recuar cerca de 1%. E há também a convicção de que os Estados Unidos têm maior poder de reação, pelo simples fato de estarem mais integrados à economia global - a Europa ainda é a região mais protecionista do mundo. E que também não cumpriu uma das promessas da união econômica - a de criar grandes conglomerados globais, com centros de produção em todo o continente. Uma das únicas exceções é a Airbus, com atividade industrial na França, na Alemanha e na Espanha. Muitas economias, especialmente as dos PIIGS, foram capazes de transpor para além de suas fronteiras apenas grandes empresas de serviços - como a Telefônica e o Santander, na Espanha, ou a Portugal Telecom, em Portugal. E, de certa forma, acabaram concentrando todo o esforço de crescimento no setor imobiliário. Na Espanha, que se tornou uma espécie de balneário de luxo de toda a Europa, já existem quase duas casas por família - é a maior média do mundo.

Como o espaço para crescer na Europa hoje parece limitado, as grandes multinacionais do Velho Continente voltam suas atenções cada vez mais para os países emergentes - e nisso o Brasil ganha posição de destaque. O Carrefour cresceu 14% no Brasil em 2009, contra 2,6% na Europa. A Renault passou a ter no País seu quinto maior mercado global - éramos o décimo. E, no caso da sueca Volvo Caminhões, o Brasil assumiu a liderança, com a venda de 8,7 mil unidades. O mesmo fenômeno está ocorrendo na MAN, que adquiriu a Volks Caminhões e anunciou que o Brasil será sua plataforma de crescimento no mundo". Isso prova que o contágio da crise europeia por aqui, diferentemente do que ocorreu com o colapso dos bancos nos EUA, pode ser até positivo.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A DERIVA CONTINENTAL


Quem não já se questionou sobre a separação dos continentes,é impossível olharmos para o mapa mundi e não vir em nossa mente a indagação : o que aconteceu para que os continentes se separassem,realmente é algo muito curioso essa separação.Quando houve o desenvolvimento da cartografia nos séculos XV e XVI,para auxiliar as navegações, foi possível ter uma noção da amplitude do horizonte mundial,só que algo intrigava os estudiosos os continentes em suas divisões pareciam que se fossem juntados se encaixariam se estivessem em posições frontais.

Sendo um suporte para os conquistadores naquele tempo,a cartografia tinha uma importância muito grande,ao observar que a América do Sul e a África aparentemente se encaixariam,muitas especulações foram levantadas fazendo surgir pesquisas nessa área.Em 1912 Alfred Wegener(1880-1930)elabora a mais importante proposição,a teoria da deriva continental,onde ele apresentou evidências geológicas,biológicas,paleontológicas e geofísicas para demonstrar suas ideias.Mas o que consistia a sua tese da deriva dos continentes?Para ele ,os continentes atuais estiveram agrupados no passado geológico em um único conjunto,o qual denominou Pangéia.

Por milhões de anos,essa enorme vastidão se rompeu,como consequência das elevações vulcânicas e à ação dos rios e mares,para formar o mapa-mundi que conhecemos.Como em todo processo geológico a deriva dos continentes ocorre muito lentamente e está ocorrendo o tempo todo,o mapa do mundo está em constante mudança devido as forças da natureza.Os passos da deriva continental foram :
1-Há 200 milhões de anos só existia um continente denominado de Pangea ou Pangéia,era a fase inicial de evolução da superfície terrestre.
2-Há 150 milhões de anos o super continente já estava separado em dois grandes continentes:o da Laurásia e o de Gondwana.
3-Há 100 milhões de anos o deslocamento dos blocos continentais continuou durante milhões de anos,dividindo Gondwana,nessa fase,nas terras da América do Sul,da África,da Austrália e da Antártida.
4-Há 50 milhões de anos a última fase da deriva continental a Laurásia já se havia dividido em América do Norte e Eurásia(Europa e Ásia),e assim se moldar a atual conformação dos continentes.
A conclusão sobre a deriva continental é que o super continente denominado Pangéia se fragmentou lentamente,dando origem a dois continentes,Laurásia ao norte,e Gondwana,ao sul,Wegener baseava-se na hipótese de que a crosta terrestre é constituída por uma massa sólida mais leve que flutua sobre um substrato mais denso e pastoso.Á medida que as massas continentais foram se deslocando,teriam comprimido blocos de rochas mais frágeis,levantando-os como enormes enrugamentos,dando origem ás cordilheiras,esse processo foi chamado de efeito de proa,lembrando uma embarcação em movimento de flutuação.

O ESPAÇO GEOGRÁFICO COMO CONSEQUÊNCIA DA AÇÃO HUMANA


O homem através de sua cultura vem transformando a natureza para que esta venha se adaptar a seu modo de vida,com isso vemos o espaço natural sendo todo transformado como consequência da constante intervenção humana na superfície terrestre.A superfície terrestre é chamada de biosfera,o local onde coexistem as comunidades de animais e vegetais,e nesse meio o homem tem deixado a sua marca transformando o local para que este venha a se adaptar a seu modo de vida.


Todas comunidades humanas,colocam na superfície terrestre a sua marca,da comunidade mais simples até as mais complexas,ou seja da tribo indígena a super potencia Americana.


Osvaldo Piffer em sua apostila geografia geral diz que ´´a sociedade se projecta e se expressa no espaço geográfico,mas,nesse processo,ela é simultâneamente instrumento e produto,pois enquanto construi o espaço,ela própria se reconstrui.´´


Todas as mudanças no espaço geográfico com certeza irá mexer com o meio ambiente e não podemos esquecer que a biosfera é um ecossistema constituída de elementos que interagem entre si mantendo um equilíbrio na natureza e a partir do momento em que o homem intervém nesse ecossistema novos elementos são introduzidos muitos estranhos a natureza de uma determinada localidade,provocando um desequilíbrio aquele meio,ao colocarmos nossas ´´impressões´´no espaço natural temos que estar cientes de que estamos introduzindo novos elementos naquele meio e sermos criteriosos para não prejudicarmos um ambiente que a natureza levou milhões de anos para construir.Temos uma importância no meio onde estamos uma vez que somos produto e instrumento como sociedade,e somos nós que modificamos o espaço ao construi-lo,individualmente ou coletivamente.


O espaço geográfico é aquele trabalhado pelo homem,que sofreu com a sua intervenção em vários aspectos constituindo uma paisagem que é a parte concreta,palpável,que permite a percepção do espaço geográfico,com toda a sua dinâmica histórica e entrelaçamentos físico-culturais.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

TEXTO E ATIVIDADES PARA OS SÉTIMOS ANOS (D,E)



A RUA DIFERENTE




Na minha rua estão cortando árvores

botando trilhos

construindo casas.


Minha rua acordou mudada.

Os vizinhos não se conformam.

Eles não sabem que a vida

tem dessas exigências brutas.


Só minha filha goza o espetáculo

e se diverte com os andaimes,

a luz da solda autógena

e o cimento escorrendo nas formas.


ANDRADE,Carlos Drummond de.Sentimento do mundo.



Na rua descrita no poema,´´estão cortando árvores,botando trilhos,construindo casas´´.

Quem está fazendo isso? O que significa,do ponto de vista geográfico,cortar árvores,colocar trilhos,construir casas?



Quem construiu a sua casa?


Quem construiu a casa ou o apartamento onde você mora?Converse com sua mãe,seu pai,seus avós,com as pessoas com quem você vive,ou então com vizinhos. Pergunte se eles se lembram de como eram,tempos atrás,a vizinhança,as redondezas.

Se vivem há muito tempo no mesmo local,peça que descrevam como era a paisagem na época em que ainda eram crianças.Pergunte se eles têm fotos antigas para comparar com a paisagem atual.




VOCÊ SABIA?


Atualmente são poucos os espaços naturais existentes na Terra.Quase todos sofreram a intervenção humana ou já foram transformados pelo ser humano.Um exemplo de espaço natural é a Antártida.Apesar de possuir instalações ou estações científicas de alguns países,a Antártida é ainda um espaço natural praticamente inalterado.



Responda as questões:


1-Você vive ou mora num espaço natural ou num espaço geográfico?Explique a sua resposta.

2-Interprete:´´Em nenhum lugar a natureza ou o espaço natural foi tão transformado como na cidade´´.

3-O que é humanizar o espaço?

4-O que você sabe a respeito das mudanças realizadas pelo ser humano nas paisagens?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

EXERCICIOS PARA O 9° ANO B DA ESCOLA NOVA FRIBURGO

1-Desde as últimas décadas do século xx,a divisão do mundo em duas partes-o Norte rico e o Sul pobre-vem sendo utilizada em livros,jornais,atlas e revistas.Explique por que a idéia de Norte e Sul é mais´´neutra´´que noções como países desenvolvidos e países subdesenvolvidos,centro e
periferia,economias avançadas e atrasadas.

2-Faça uma analise dos três gráficos com informações sobre os países do Norte e do Sul.
a)Analise cada um dos gráficos e registre suas conclusões sobre a percentagem da superfície,população e distribuição de renda entre Norte e Sul.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

ARTIGO SOBRE OS JOVENS EXECUTIVOS

Estou postando este artigo para os meus ex-alunos do Colégio São Francisco e CEF Fercal que estão na faculdade fazendo administração, é um artigo bem interressante pois é concernente a carreira que voceis escolheram e não podemos esquecer que na atual conjuntura o profissional tem que estar antenado com tudo a sua volta,o conhecimento é fundamental quem adquire muito conhecimento sai na frente em um mercado globalizado,onde o saber conta mais e não somente a teoria mas o saber fazer,apreciem o artigo,sei que muitos do Colégio São Francisco são academicos do curso de administração e para os alunos do CEF Fercal caso queiram seguir essa carreira que o artigo posa inspira-los.O texto é do Blog Carreira e Sucesso.


QUAIS SÃO AS AMBIÇÕES DOS JOVENS EXECUTIVOS?

Até não muito tempo atrás, todo jovem executivo empregado em grandes corporações mundiais sonhava em fazer sucesso rapidamente no e-business, trabalhando muito por um período de tempo, ganhando dinheiro suficiente para não precisar mais trabalhar depois dos 35 anos, e passar o resto da vida a bordo de um iate, nos mares do Caribe. Esta imagem não tem mais respaldo na realidade, segundo estudo realizado pela consultoria A.T. Kearney, chamado Uma visão do mundo corporativo do amanhã - líderes do futuro, baseado no evento II Fórum de Futuros Líderes, realizado em fevereiro, em Davos, na Suíça. A pesquisa mostra que mudaram os valores e as ambições dos jovens executivos nos últimos anos. A principal preocupação atual é a recessão econômica e como lidar com ela. Não parece fora de propósito que as características de um CEO de sucesso, apontada por 100 executivos jovens de 24 países sejam estas:
visão de negócios - 56%
habilidade para cumprir seu compromisso financeiro - 22%.
A principal preocupação dos jovens executivos é querer aprender a gerenciar uma organização, deixando-a pronta para encarar as incertezas do mundo político e econômico. Os próprios participantes apontaram as características que consideram mais essenciais num CEO. Pela ordem percentual de indicação, as principais são: visão - 46% habilidades pessoais - 20% energia - 13% carisma - 13% senso de negócio - 8% Conhecimentos técnicos não foram indicados pelos participantes como características essenciais para o sucesso de um CEO. A seguir estão algumas das conclusões obtidas a partir da pesquisa: Governança O 2º Fórum Futuros Líderes deixou bem claro que no futuro as corporações não estarão focadas somente em resultados financeiros, mas principalmente em dois novos critérios: ética e imagem. Cultura interna e externa também foram assuntos chaves no evento. Ética As modernas corporações precisam oferecer, além de bons produtos e serviços, um ponto de vista ético e uma visão da utilização dos recursos naturais. Os CEOs precisam manter a atenção nas preocupações de seus públicos (acionistas, empregados, organizações civis e ONGs) e mostrar que estão assumindo a chamada responsabilidade social. Além disso, precisam escolher valores para compartilhar com seus funcionários. Imagem- O intensivo uso dos meios de comunicação está expondo as companhias. As mensagens das empresas têm-se tornado uma commodity e o sucesso delas junto à opinião pública está cada vez mais baseado em como sua imagem é vista. Esta imagem normalmente nasce da combinação de um número de fatores sobre a companhia: o que elas fazem, como fazem e o que deveriam fazer ou não. Em muitos casos, a boa imagem da empresa e do CEO é uma questão de confiança. Portanto, é recomendável que empresas e CEOs se comuniquem pró-ativamente com o mundo externo. Cultura interna e externa A cultura interna de uma empresa pode também ser uma ferramenta-chave para a melhoria da performance da corporação. Um fator discutido pelos futuros líderes é a necessidade de manter um ambiente saudável na empresa, por meio de encontros regulares com funcionários para compartilhar experiências, fazendo com que eles se sintam parte da corporação e adquiram vontade de vencer os próximos desafios. Outra forma sugerida de criar um ambiente agradável foi a de associar a empresa e seus funcionários à arte. A estratégia deve ser cuidadosamente adaptada à imagem corporativa da empresa. Assim, as empresas podem patrocinar shows de artes ou, até mesmo, criar sua própria coleção de arte. Público- Foi solicitado aos participantes do Fórum que respondessem quais são os dois principais públicos que irão influenciar a corporação nos próximos anos. Foi permitida mais de uma resposta, e resultados das indicações é este: Ambiental/Grupos de consumo/ONGs - 56% Funcionários - 53% Governo/Órgãos Regulatórios - 49% Sociedade Civil - 33% Uniões de Comércio - 11% Ainda com relação aos públicos, os autores do estudo quiseram saber dos participantes quais situações eles consideravam menos éticas. O resultado é este: Venda de produtos que prejudiquem a saúde humana – 65% Compra de produtos fabricados a baixo custo e que envolvam trabalho infantil - 12% Uso de uma posição dominante para colocar concorrentes (ou fornecedores) fora do negócio - 12% Deslocamento da poluição para países mais flexíveis/menos desenvolvidos - 7% Uso da contabilidade para gerar resultados que maquiam a realidade - 4% Inteligência Corporativa e Gerenciamento. O estudo aponta ainda algumas lições obtidas a partir do questionamento desses 100 executivos, e a síntese pode ser lida a seguir: Conhecer o que você sabe A informação está disputando um importante papel no mundo dos negócios. Os produtos estão se tornando cada vez mais sofisticados, exigindo do público mais entendimento e conhecimento. Seja seletivo O primeiro passo para a seleção é identificar exatamente o que a empresa precisa e o que ela estará fazendo com a informação adquirida. Introduzindo conhecimento dentro da companhia Conhecimento de gerenciamento e de inteligência competitiva não podem ser substituídos pela simples implementação de uma solução tecnológica. A chave para executar programas de conhecimento de gerenciamento e inteligência competitiva é inseri-los na cultura da empresa e desenvolve-los no dia-a-dia dos funcionários. Mudanças organizacionais Mudanças organizacionais nunca cortam um atalho. Porém, a mudança de todas as dimensões de uma organização imediatamente (estruturas e processos e limites) pode permitir um ganho significativo na performance da empresa. Um catalisador de mudança novas tecnologias estão abrindo canais de comunicação diretos e interativos entre níveis gerenciais e departamentos e entre cliente e fornecedor. Conhecendo a nova relação de Recursos Humanos- Conhecer Recursos Humanos é uma parte fundamental do gerenciamento do negocio. Quando se fala em liderar pessoas, "você tem de ganhar todo dia". A chave para o futuro: educação e inovação O elemento mais importante no gerenciamento de Recursos Humanos é a educação. Treinamento e educação são vitais para o desenvolvimento do espírito humano. A principal queixa dos 100 executivos jovens ouvidos na pesquisa da consultoria A. T. Kearney é de que os cursos de pós-graduação, em geral, falham em abordar temas e disciplinas importantes que, na opinião deles, são as seguintes: ética, habilidades pessoais, senso de negócio e conhecimentos de comunicação. Jean Callahan, vice-presidente de Executive Search da A.T. Kearney no Brasil, comentando a pesquisa, cita que para uma organização obter uma alta performance e um crescimento de mercado acelerado é necessário analisar dois fatores. "A empresa deve analisar o desenvolvimento interno de talentos, por meio de um plano de carreira claro, identificando executivos de alto potencial dentro da empresa, e tentar atrair talentos externos".

A BIOGEOGRAFIA


Marcelo Marcondes escrevendo uma matéria sobre a biogeografia na revistaConhecimento Prático de Geografia em sua edição de número 25,se utiliza de uma metafora para falar dessa vertente da geografia,pelo menos na introdução da matéria onde ele diz:´´filhas de pais divorciados,a biogeografia é objeto de estudos tanto de biólogos quanto de geógrafos´´.


A geografia tem essa característica de transitar em várias ciências facilitando e aumentando a riqueza de seus conhecimentos já que ela se insere em várias áreas de conhecimentos,mas não queremos aqui,pelo menos neste momento falar das várias áreas de estudos da geografia vamos nos ater apenas a uma dessas áreas que é a biogeografia.O geográfo tem nessa ciência uma ferramenta muito importante pois em um país como o Brasil que apresenta aproximadamente 70 mil espécies vegetais o domínio da mesma mostra se obrigatório.O Brasil possui a maior biodiversidade do planeta quase 25% das espécies de plantas existentes se encontram em seu solo,portanto podemos dizer que o estudo dessa vegetação é objeto tanto da biologia quanto da geografia.


A biogeografia procura compreender a interrelações da vida animal com a vegetal,como as duas esferas interferem sobre as paisagens e se relacionam entre si e com o meio natural.Marcelo Marcondes cita na reportagem da revista Conhecimento Prático Geografia o artigo´´Biogeografia do Brasil do professor Edgar Kuhlmann,este que foi professor do primeiro curso de biogeografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro,na década de 1950,para Kuhlmann,o principal fator que diferencia uma formação da outra,em relação à fisionomia e ocorrência,é o clima.Ele admite que o relevo ,solo,fauna e flora são importantes fatores condicionantes de ocorrência de determinada formação vegetal.Entretanto o clima é crucial,pois sua ação se expressa nos níveis de umidade atmosférica,na temperatura do ar,na quantidade de luz recebida pelas espécies,nos ventos que desempenham importante papel na disssipação das sementes e, por conseguinte,na distribuição de determinada(s)espécie(s)pelo espaço.Segundo esse professor os principais estudiosos da biogeografia dividem a vegetação em dois grupos:as formações herbáceas e as formações arbóreas,ele,porém,sugere um terceiro grupo,a saber,uma formação híbrida arbórea-herbácea.No Brasil,estes três grupos são encontrados amplamente.´´


Resumindo a biogeografia podemos dizer que é o estudo das interrelações entre o mundo animal e o mundo vegetal,já que bio é vida e geografia o estudo das paisagens.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

MORFOGÊNESE DO RELEVO MUNDIAL


A morfogênese é o estudo da origem das formas do relevo terrestre.O nosso planeta apresenta em seu relevo uma variedade de características muito grande,com componentes formadores que se inter-relacionam,com isso vemos a necessidade do estudo da geomorfologia do planeta para a compreenção dos porquês dessa variedade e dos fenômenos que ai ocorrem.

A superficie das áreas continentais da terra é marcada pela presença de montanhas elevadas,planaltos,depressões e planícies.Vários tipos de rochas de origens geológicas diferentes constituem essas paisagens.

A apresentação da forma de relevo é uma consequencia do resultado de múltiplas combinações,desde a origem estrutural das rochas aos fatores que mobilizam forças para que determinados arranjos se organizem na superfície,além dos que atuam constantemente na modificação de sua fisionomia.

Os agentes responsáveis por essas características são dois: da dinâmica interna ou estruturais,e os da dinâmica externa ou esculturais.

Os estruturais são originados por processos internos do nosso planeta,portanto,responsáveis pelos movimentos estruturais,geralmente lentos.É como se eles mexessem no ´´alicerce da construção´´,como é o caso do tectonismo,do vulcanismo e dos abalos sísmicos.

Os esculturais,originam-se da ação ambiental,em que o intemperismo e os processos erosivos e de acumulação,provocados pelos diversos agentes externos,como a água e o vento,modelam continuamente a superfície terrestre.


Agentes da dinâmica interna

a) Tectonismo ou diastrofismo,são consequencias de ações internas do planeta,ocorre de duas maneiras:a epirogênese-quando as forças do interior da terra são verticais e a orogênese-quando essas forças são orizontais,a primeira ocorre em estruturas estáveis e a segunda em estruturas intáveis da crosta.

Epirogênese é responsável pela elevação ou pelo rebaixamento de grandes massas da crosta,sem a ocorrência de deformações nas rochas.

Orogênese é responsável pelas deformações provocadas em grandes blocos de rochas pelo movimento de placas tectônicas,fazendo surgir os dobramentos e os falhamentos na superfície e são fenômenos geologicamente menos lentos.

b)Vulcanismo é a ação da atividade de expelição de matéria sólida,líquida e gasosa das câmaras de magma existente na astenosfera e na litosfera,sendo típico de regiões de fragilidade geológica.

c)Abalos sísmicos são também chamados de terremotos ou tremores de terra,estão relacionados ao movimento das placas tectônicas e às manifestações vulcânicas.


Agentes da dinâmica externa

a)Intemperismo é o processo de alteração das rochas que ficam expostas às condições do tempo local,podendo ser classificado como químico ou físico.

b)Agentes modeladores são os que ocorrem na superfície do globo e estão profundamente ligados às condições climáticas regionais
Temos ai um pequeno ensaio da morfogênese do nosso planeta,onde compreendemos as estruturas físicas da terra como as mesmas se formam e se transformam.




Nascimento de uma ilha


Em 14 de novembro de 1963,uma violenta erupção no Oceano Atlântico,ao longo da costa meridional da Islândia,deu origem a uma ilha que recebeu o nome de Surtsey,por causa de Surt,deus do fogo na mitologia escandinava.

A ilha nasceu da água,num torvelinho de chamas e de vapor.Uma semana depois,Surtsey tinha 70 m cúbicos de superfície.

Após tres anos e meio,atingira suas dimensões atuais:2,5 km e altitude de 173 m. Cientistas que visitaram a ilha depois de ela ter se esfriado constataram,com surpresa,que já se havia estabelecido aí a vida vegetal.Primeiro´´ecossistema virgem´´conhecido,Surtsey é hoje o local onde se desenvolve um programa de pesquisa ecológica a longo prazo.


Revista O Correio da Unesco-História da Terra-Setembro de 1986,p.29-adaptado.

domingo, 17 de janeiro de 2010

COMO SURGIU O UNIVERSO


Quem não se questionou sobre a origem do universo,no passado as pessoas se apegavam a mitos para explicar as grandes questões que se apresentavam a elas e que precisava de uma resposta,com o desenvolvimento da astrônomia,os mitos foram abandonados e as crenças trocadas pela ciência.Mas será que hoje já temos uma resposta digna de toda confiança para essas questões, quando estudamos sobre o universo chegamos a uma conclusão de que não existe ainda uma resposta que supra todos os questionamentos, eis algo que não se sabe o suficiente,

a mais aceita das teorias é a da grande explosão o Big Bang, onde há cerca de quinze bilhões de anos teria ocorrido essa grande explosão. Por que essa teoria é a mais aceita? Por que vários descobrimentos estão dando sentido a ela, por exemplo: em 1929, Edwin Hubble, astrônomo americano, demonstrou que as galaxias vizinhas à via- Láctea estão se afastando uma das outras, como ele chegou a esa conclusão?Ele tinha descoberto que o espectro de luz proveniente das galáxias apresentava um desvio para o vermelho,se aluz se desviava para o vermelho era porque essas galáxias estavam se afastando de nós,portanto o universo continuava se expandindo.Recentemente novas descobertas vêm contribuindo para reforçar essa teoria´´,pesquisadores deduziram a existência de uma fraquissíma radiação de fundo(microondas)que deveria preencher uniformemente o espaço e que era resultado da matéria e da energia que constituía o espaço após a grande explosão´´,sendo comprovado pela radioastronomia a existência de um fraquíssimo ruído de rádio que vem de todos os lugares do céu ao mesmo tempo.Mas muitas questões estão ainda sem respostas e precisam serem respondidas,por exemplo a teoria do Big Bang trabalha com a idéia de que antes da grande explosão toda a matéria que existe no universo estaria presa em um átomo original,mas de onde veio esse átomo?As perguntas parecem não ter fim,por enquanto só sabemos que ainda temos muito que aprender sobre o universo.

A ORIGEM DO SISTEMA SOLAR


A origem do sistema solar tem sido motivo de pesquisas,hipóteses e especulações,temos algumas hipóteses que tentam explicar a origem do mesmo mas nem todas tem a unanimidade dos astrônomos a que mais parece conseguir explicar a origem do sistema solar é a hipótese nebular,na qual as estrelas teriam sido,no inicio,nebulosas, grandes nuvens de poeira e gás que se compactaram girando cada vez mais rápido,devido a sua forçao gravitacional.De acordo com essa tese sua porção central teria formado uma estrela,e a matéria exterior teria se contraído,originando os planetas,inclusive a terra.Atualmente,estudos dos efeitos eletromagnéticos das nebulosas têm dado maior credibilidade a essa hipótese.Ela foi concebida pelo cientista francês Pierre Simon Laplace(1749-1822).Para ele,a formação do sistema solar começou há 5 bilhões de anos.O sol estava se formando e era envolvido por uma imensa nuvem(daí o nome nebular)de gases que se estendia para além da órbita atual de Plutão.Eessa nuvem girava colada ao sol,quando partes suas foram se soltando e se unindo a novos conjuntos de gases.Estes também começaram a girar,formando os planetas.
A teoria de Laplace - considera que os planetas são resultado de um pouco de material que escapou da nuvem que envolvia o sol - faz sentido se considerarmos a distribuição do material total do sistema solar,veja os dados do total de material do sistema solar:Sol(99,85%),Planetas(0,135%),Cometas(0,01%),Satélites(0,00005%),Asteróides ou Planetóides(0,0000002%),Meteoros(0,0000001%).

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Conceitos de Geografia

A Geografia é uma ciência que tem como objeto principal de estudo o espaço geográfico que corresponde ao palco das realizações humanas. O homem sempre teve uma curiosidade aguçada acerca dos lugares onde desenvolvem as relações humanas e as do homem com a natureza, principalmente com o intuito de alcançar seus interesses. O conhecimento da Terra e de todas dinâmicas existentes configura como um objetivo intrínseco da ciência geográfica, essa tem seu início paralelo ao surgimento do homem, no entanto, sua condição de ciência ocorreu somente com o nascimento da civilização grega, na qual existiam pensadores filósofos que nessa época englobavam diversos conhecimentos de distintos temas, dentre eles Pitágoras e Aristóteles que já tinham convicção acerca da forma esférica do planeta. A Geografia recebe diversos significados, de uma forma genérica dizemos que geo significa Terra e grafia, descrição, ou seja, descrição da Terra, essa descreve todos os elementos contidos na superfície do planeta como atmosfera, hidrosfera e litosfera que compõe a biosfera ou esfera da vida (onde desenvolve a vida), além da interação desses com os seres vivos. O estudo da Geografia em sua fase inicial focaliza somente os elementos naturais, mais tarde, pesquisas unindo aspectos físicos com sociais foram estabelecidas, referentes à ação antrópica sobre o espaço natural. A partir desse momento teve início também o estudo sistemático das sociedades, tais como a forma de organização econômica e social, a distribuição da população no mundo e nos países, as culturas, os problemas ambientais decorrentes da produção humana, além de conhecer os recursos dispostos na natureza que são úteis para as atividades produtivas (indústria e agropecuária). Assim, o estudo geográfico conduz ao levantamento de dados sobre os elementos naturais que atingem diretamente a vida humana como clima, relevo, vegetação, hidrografia entre outros. A Geografia moderna tem como precursor Humbold, que baseava no empirismo, posteriormente surgiram diversos outros pensadores que agregaram conhecimentos e conceitos distintos que serviram para o enriquecimento da ciência.

CONHECIMENTOS DE GEOGRAFIA NO ENSINO MÉDIO

Durante muito tempo,predominou no ensino de geografia o enfoque enciclopédico,regionalmente compartimentado em aspectos naturais,aspectos populacionais e econômicos,tratados de maneira estanque e descritiva.
Uma ruptura com este modelo e uma nova concepção de ensino aconteceram como resultado das tranformações institucionais ocorridas no país,combinadas com as alterações no sistema produtivo,causadas pelo rápido avanço tecnológico.Além disso,incorporou-se também o materialismo históricos como método para a análise geográfica.Embora com com diferenças na ênfase dada a determinado tema,na inclusão de tópicos exclusivos e nas diferentes conceituações,podemos arrolar algumas das características comuns a essa nova concepção:
A análise assume papel fundamental e seus referenciais básicos são a economia e a história.
O espaço passa a ser entendido como representação do trabalho social e,como consequencia disso,há uma reestruturação de ordenamento dos conteúdos propostos pelos livros didáticos,uma regionalização com base em critérios sociais,econômicos,políticos(capitalismo,socialismo,desenvolvimento,subdesenvolvimento etc.),em contraposição à regionalização continental.
O estudo da natureza(clima,relevo,solo,vegetação e hidrografia)passa a ser justaposto à discussão ambiental ou às atividades produtivas.
Novos elementos são incorporados com progressiva valorização:geopolítica,diferenças culturais,ecologia,sociedade de consumo,situação das mulheres,da infância e da adolescência,racismo,xenofobia,nacionalismos,distribuição de renda.
A compartimentação em geografia geral e geografia do Brasil.
A busca da explicação da modernidade,da nova ordem mundial,de suas perspectivas,da globalização(não raro supondo sua inexorabilidade).
Essas são as características básicas da visão de ensino-aprendizagem dos conhecimentos de geografia no ensino médio.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010










Compreendendo os acontecimentos do Haiti


Os noticiários desta manhã(13) trás uma série de reportagens sobre o terremoto que assolou o Haiti na tarde do dia (12), atingindo a magnitude de 7 na escala Richter, arrasando a região, diante dos acontecimentos fica as indagações o que provoca os terremotos, como prédios inteiros vem abaixo , quais os fenômenos da natureza que são responsáveis por tais catástrofes?
Para responder aos questionamentos precisamos compreender uma das esferas da terra a Litosfera, mais o que é a Litosfera?
Litosfera- o prefixo lito, do grego lhitos, significa ‘’ pedra’’, portanto, a litosfera compreende as rochas da crosta (continental e oceânica) e é formada por placas rígidas e moveis as placas tectônicas ou litosféricas.
Como se da o movimento das placas tectônicas?
‘’ A Litosfera é constituída por placas semi-rígidas que derivam umas em relação ás outras sobre a astenosfera subjacente(uma camada parcialmente fundida ao manto). Este processo é conhecido como tectônica de placas. Quando duas placas se separam, formam-se Rifts (fendas) na crosta. No meio dos oceanos, esse movimento resulta na expansão dos fundos oceânicos e na formação das cadeias oceânicas; nos continentes, a expansão da crosta pode formar Rift valleys (vales de afundamento). Quando as placas se movem uma em direção á outra, pode ocorrer subducção: uma das placas é forçada a mergulhar sob a outra. No meio dos oceanos, esse processo dá origem ás fossas oceânicas, atividades sísmicas e arcos de ilhas vulcânicas. As montanhas podem formar-se onde há subducção da crosta oceânica sob a crosta continental ou onde os continentes colidem. As placas podem também deslizar uma ao longo da outras – como ao longo da falha de SAN Andrea [ California,EUA], por exemplo.
Fonte: A terra.Serie Atlas Visuais. São Paulo, Ática, 1998.p.12.


















Exército confirma 4 brasileiros mortos no Haiti
Terremoto devasta capital Porto Príncipe. Itamaraty diz que há 1.310 brasileiros no país.

Exército confirma quatro mortes de militares no Haiti
Comando do Exército divulgou comunicado nesta quarta-feira.Além das mortes, também há militares feridos, acrescentou.
Alexandro Martello Do G1, em Brasília
O Comando do Exército confirmou nesta quarta-feira (13) a morte de quatro militares brasileiros no Haiti, em função dos terremotos que atingiram o país. De acordo com o Exército, os militares mortos são: 1o tenente Bruno Ribeiro Mário, o 2o sargento Davi Ramos de Lima, o soldado Antônio José Anacleto e o soldado Tiago Anaya Detimermani, todos do 5o batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena (SP). Todos eles estavam fora da base no momento do terremoto.

"O Exército brasileiro, consternado e imbuído do mais alto sentimento de solidariedade, está empenhado em prestar todo apoio necessário às famílias dos militares vitimados pela tragédia", informou o general Carlos Alberto Neiva Barcellos, chefe da Comunicação Social do Exército, por meio de comunicado. Ele acrescentou que ainda não é possível "precisar" quando os corpos chegarão do Brasil. Atualmente, há cerca de 1200 soldados brasileiros no país. Além dos mortos, o Exército informou que também há militares feridos. São eles: tenente-coronel Alexandre José Santos; capitão Renan Rodrigues de Oliveira; 3o sargento Danilo do Nascimento de Oliveira; cabo Eugênio Pesaresi Neto e soldado Welinton Soares Magalhães.
fonte: G1



terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A Proposta do Blog Pegada Geografica

Aos que visitam este blog minhas saudações,


A proposta do blog é a divulgação dos conhecimentos geográficos no contexto escolar e também no nosso dia a dia a partir de uma visão holística.


Muitos se questionam:Para que serve a geografia? O que é geografia?Atendo-se a uma tradução literal da origem grega do termo,geografia significaria a descrição da terra.No entanto,é incumbência da geografia,como ciência,não só a descrição das características naturais do planeta e dos fenómenos a essas características relacionados como também,o estudo das relações entre o homem e o meio ambiente.Em relação a razão-de-ser da geografia fico com o pensamento de Vesentini:´´seria então a de melhor compreender o mundo para transforma-lo,a de pensar o espaço para que nele se possa lutar de forma mais eficaz´´.


Povo sem fronteiras
Bonfim, em Roraima, e Lethem, na Guiana, vivem um intercâmbio cultural que extrapola tratados internacionais e feitos da engenharia.
Por André JuliãoFoto de Érico Hiller
O agricultor Renato da Silva brinca com os filhos Ruth e Christian sob a ponte no rio Tacutu, que, em 2009, abriu a fronteira entre o Brasil e a Guiana. Mais que diversão, o banho no rio é a única solução nos dias em que faltam luz e, consequentemente, água na pequena propriedade em Bonfim.

Michael Jackson está vivo, vivíssimo. Ele mora em Lethem, mas todos os dias vai à escola em Bonfim. Fala inglês com o pai, o guianense Billiey Jackson, e português com a mãe, a brasileira Rufina. Assim como seus irmãos, Joshua e Wanderson, ele cumprimenta os colegas de classe em português e os vizinhos em inglês. Michael é um típico morador da fronteira entre o Brasil e a Guiana; filho de um território que formalmente faz parte de dois países, mas que na prática é uma terra só - onde se falam português, inglês, crioulo, wapixana e macuxi. Onde as orações são para Jesus, Alá ou Brahma.Bonfim e Lethem são duas cidades que compartilham do isolamento do restante de seus respectivos países - uma ao norte do Brasil, em Roraima; a outra no sul da Guiana. Em abril de 2009, a última barreira entre elas foi transposta com a abertura de uma ponte. A obra, financiada pelo governo brasileiro, deu passagem livre a quem precisava pagar para cruzar o rio Tacutu para tarefas simples como estudar ou fazer compras. Por mais que a população das duas cidades - pouco mais de 10 mil em Bonfim - já estivesse acostumada a conviver com o português e o inglês, o real e o dólar guianense, só agora existe uma ligação concreta do Brasil com o único país de língua inglesa da América do Sul.A ponte promete ser apenas a primeira amálgama entre os dois países. O Brasil já fez medições para pavimentar a via que liga Lethem a Georgetown - hoje separadas por um caminho de 700 quilômetros de terra. A ligação com o Atlântico Norte, pelo porto da capital guianense, facilitaria exportações para a América do Norte e a Ásia - hoje, os navios saem do porto de Manaus, no rio Negro. Os dois países assinaram ainda acordos de mapeamento geológico e segurança. O primeiro prevê o treinamento de técnicos para estudos de potencial minerológico. Os outros visam resguardar a fronteira do tráfico de drogas e de diamantes. As pedras são retiradas por garimpos ilegais na Venezuela e saem do país por Santa Elena de Uiarén, que faz fronteira com Pacaraima, no Brasil. De lá seguem para Georgetown, passando por Bonfim e Lethem.O interesse em vender as pedras como se fossem retiradas de minas da Guiana é simples: desde 2003, o país é signatário do Kimberley Process - acordo firmado por países produtores de diamante, a ONU e a ONG Partnership Africa Canada, e que fiscaliza o comércio que financiou guerras em vários países africanos nos anos 1990.Assim que atravessa a ponte do lado brasileiro para o guianense, o motorista tem de guiar na mão inglesa, no lado esquerdo da pista. Outro estranhamento se dá na arquitetura: casas em estilo colonial inglês, distantes umas das outras, dominam a paisagem. Entre uma e outra, lojas: boa parte de propriedade de descendentes de indianos, vendem principalmente produtos falsificados, vindos por contrabando da Ásia, como as camisas polo da marca francesa Lacoste (8 reais, acredite) e os tênis Nike Shox (50 reais).Nesse submundo da globalização comercial, o real circula normalmente. A cotação, que oficialmente é de 100 dólares guianenses para cada 85 centavos de real, fica em 100 dólares para cada unidade da moeda brasileira. Um comerciante me garante que vende no atacado para brasileiros vindos de Manaus e algumas capitais do Nordeste, apesar de a Receita Federal permitir que se traga para o Brasil apenas duas peças de roupa e um tênis por pessoa. "Às vezes alguém me pede 300 camisetas. Paga em dinheiro vivo e vai embora", conta ele. Como a ponte trouxe também postos da Receita e da Polícia Federal, a travessia é feita a pé por carregadores ou por canoeiros na calada da noite.O ex-militar Dulcídio da Silva Oliveira explorou por 15 anos a travessia do rio por uma balsa. Em cada viagem iam dez carros, a 20 reais cada um (a volta era incluída no preço). Apesar de sua galinha dos ovos de ouro ter morrido, Cabo Dulcídio, como é mais conhecido, pode se considerar um homem bem-sucedido aos 58 anos. Investiu o dinheiro ganho com a travessia numa propriedade de 450 hectares, em que cria 120 cabeças de gado, além de ter comprado algumas casas, as quais aluga. "Eu prestava um serviço social aqui, gerava empregos. Por isso acho que cabia uma indenização", reclama. Os empregos a que ele se refere, além dos taxistas - antes a balsa concentrava neles o movimento de passageiros, agora disperso -, eram os três operadores da balsa, o vigia e uma senhora que vendia lanches na margem. "Agora alguns canoeiros ficam na ponte fazendo câmbio, porque não têm mais como se sustentar. É uma tristeza", completa.Nem todos, naturalmente, estão satisfeitos com a nova realidade da fronteira. Mas o fato é que a ponte só faz incrementar ainda mais o intercâmbio entre os dois lados. Eu observo bem isso em uma festa lotada de moradores de ambos os lados na Escola Estadual Aldébaro José Alcântara, no ginásio poliesportivo de Bonfim. Alguns estudantes - muitos filhos de casamentos entre brasileiros e guianenses - se preparam para uma competição de dança. Wanderson, o mais velho dos irmãos Jackson, de 16 anos, está tenso. Usa boné e camisetas brancos, calças jeans largas, assim como os irmãos Michael, de 15 anos, e Joshua, de 12 - todos em sintonia para a coreografia de hip hop que executarão em instantes.Billiey, Rufina e Khadija, pai, mãe e irmã de Wanderson, chegam comigo ao ginásio, em uma carona que lhes ofereço desde o posto da Polícia Federal, perto da ponte. Billiey é um homem grande, cultiva uma barba estilosa e usa um vistoso chapéu preto. Sorridente, ele apenas lamenta o fato de não poder atravessar a ponte em sua van - a fronteira só fica aberta para veículos das 7 às 19 horas -, na qual trabalha transportando passageiros de Lethem para Georgetown, e vice-versa. O guianense faz o percurso da sua cidade à capital em 12 horas, e cobra 90 reais por pessoa. E avisa logo: o passageiro chegará suado e cheio de poeira ao seu destino.É uma noite excepcionalmente animada na cidade. A 45 quilômetros do centro, a comunidade indígena do Jaboti (uma das nove que estão na região de Bonfim) promove também um grande festejo. Eu soube do evento uns dias antes, e fui cauteloso, perguntando o tempo todo se minha presença não seria incômoda durante uma celebração indígena. Garantiram-me que não - e, ao chegar lá, tudo faz sentido. A festa é de índio, mas a linguagem é pop e universal, com muito forró e a rapaziada trajando calça jeans, tênis e camiseta - comprados a bons preços em Lethem, of course. Carros e motos de Bonfim lotam o estacionamento improvisado da comunidade, em que convivem tanto índios uapixanas quanto macuxis. E o forró ferve madrugada adentro.A região do alto rio branco, onde se localiza Bonfim e Lethem, era habitada por diversas tribos indígenas quando os colonizadores portugueses ali chegaram, no século 18, em expedições para captura de índios para ser vendidos como escravos. Com a criação das primeiras vilas e o crescimento da atividade agropecuária, no século 19, toda a economia da região passou a depender da mão de obra indígena, fosse no extrativismo, fosse na criação de gado ou em serviços domésticos. Muitos povos nativos foram dizimados ou se incorporaram a outros. A maioria hoje se aglutina entre os uapixanas e os macuxis.O mesmo ocorria do outro lado do rio Tacutu. Os holandeses chegaram por volta de 1580 a essa região entre a Amazônia e o Caribe, cuja posse oscilou depois entre a Holanda e a Inglaterra. Em 1831, contudo, seus três territórios - Demerara, Berbice e Esequibo - foram unificados e renomeados como Guiana Inglesa. Com a abolição da escravatura, os indianos chegaram, a partir de 1838, para trabalhar nas lavouras de cana-de-açúcar. Seus herdeiros compõem, juntamente com os descendentes de escravos africanos libertos e os indígenas, o grosso da população. Portugueses e chineses, que chegaram posteriormente, formam um grupo minoritário no país que, com a independência, em 1966, passou a chamar-se apenas Guiana.Esse leque de influências revela-se hoje nos cultos religiosos, em qualquer lado da fronteira. Num pequeno salão, a pastora Thereza Torres proclama: "God is good...". "All the time!", completam os fiéis presentes, boa parte descendente de índios como ela. Uma pintura na parede proclama: "Jesus is Lord". Todos falam inglês. Mas estou em Bonfim, na Word of Faith. Fundada em 2000 pelo missionário David Lindstrom, a igreja é frequentada tanto por moradores de Lethem como por guianenses que vivem em Bonfim.Os cristãos são maioria nas duas cidades, como no resto do Brasil e da Guiana. Na antiga colônia inglesa, no entanto, hindus e muçulmanos também são comuns, preservando as religiões que foram introduzidas no país pelos indianos. (Acredita-se, porém, que já existiam muçulmanos na leva de africanos que chegou antes. O mais célebre seria o herói nacional Cuffy, escravo que liderou uma revolta em 1763.)Da convivência entre negros, índios, indianos e ingleses é que surgiu o idioma crioulo. Uma língua crioula tem sempre outra como base, e surge quando pessoas de diferentes origens precisam se comunicar - situação comum na Guiana nos séculos 18 e 19. Não por acaso, a maioria delas tem como base o inglês, o português e o francês, idiomas de países colonizadores.Presencio um diálogo no crioulo da Guiana. A fala lembra o inglês, mas é extremamente rápida. Pergunto ao caminhoneiro Vijay Narine, um sujeito de baixa estatura que poderia ser confundido com um taxista de Mumbai, que língua ele havia acabado de falar. "Guyanese", responde ele. É assim que é chamado o crioulo guianense.São os descendentes de indianos como Vijay que compõem a população hindu da Guiana. Em Lethem, porém, não há nenhum templo para venerar Brahma, Vishnu e Shiva. Os praticantes do hinduísmo fazem suas orações em casa, em altares especialmente preparados. Já os muçulmanos possuem uma mesquita, ao lado da loja do imã Hakim Shaheed. Às 13 horas, pontualmente, ele e mais três homens se reúnem para uma das cinco orações diárias. A construção, com duas pequenas torres na face voltada para Meca, é modesta mas transmite uma paz difícil de explicar. Abdullah Hakim, de 19 anos, sobe num degrau, ainda do lado de fora, e faz o azan, anúncio em voz alta do início das preces.Todos descalços sobre o chão acarpetado, os três homens, de frente para o imã Shaheed, ajoelham-se e começam a rezar. O imã lê trechos do Corão. Silêncio. Cada um fecha os olhos e parece conversar consigo próprio. Ajoelham-se novamente, a testa tocando o chão. Repetem o ritual mais uma vez, depois de ouvir outras palavras do livro sagrado. Não mais que 20 minutos se passam entre o início e o fim da oração. Posso notar a emoção nos olhos de Edonis Pereira Ribeiro, ex-policial carioca convertido ao Islã há 32 anos, de passagem por Lethem. Por instantes, embarco na experiência espiritual do grupo. O imã, em seguida, procura alguma coisa em um armário. Traz um exemplar do Corão e me presenteia. Fico surpreso e grato. Mesmo depois de mergulhar num caldeirão de tantas culturas, vejo um só povo. Apesar das diferenças de costumes, todos eles, quando se referem à sua terra, estão falando de um mesmo lugar cortado por um rio. E agora unido por uma ponte.

Fonte : National Geografic, Editora Abril