Planisferio Terrestre

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Desejo boas vindas e que o mesmo possa suprir as espectativas e contribuir para aumentar os conhecimentos daqueles que o visitam,temos como proposta a divulgação do conhecimento geográfico no contexto escolar e no âmbito do planeta terra,trabalhando de uma forma holística para que possamos compreender os acontecimentos naturais ou antrópicos em nosso planeta,e que todos possam participar dando sugestões.

LIVROS DE MINHA BIBLIOTECA

  • Gráficos e mapas,construa você mesmo-Marcelo Martinelli
  • A Geografia das lutas no campo
  • Epistemologia Ambiental-Enrique Leff
  • Geografia do Brasil-Jurandyr L. Ross
  • Max. Sore-Geografia

O que são rios voadores?

domingo, 18 de março de 2012

MORRE AZIZ AB´SABER

Na manhã de sexta dia 16 de Março faleceu Aziz Ab´Saber,geógrafo,87 anos,de ataque cardíaco,em sua casa.
Ab´Saber foi um dos mais importantes estudiosos da geomorfologia do Brasil,estudou o relevo nacional,descrevendo suas formas,pesquisando suas origens,fazendo com que conhecessemos o nosso solo.Foi presidente da SBPC de 1993 a 1995 e docente da Universidade de São Paulo(USP),era também pesquisador  e professor  honorário do Instituto de Estudos Avançados(IEA).De acordo com Helena Náder,presidente da SBPC,ele representa para a geografia e para o Brasil o topo da ciência,foi e continuará sendo referência nacional e internacional.
O corpo será velado no Salão Nobre da FFLCH-USP,o sepultamento foi também em São Paulo,no cemitério da Paz(Morumbi),às 11h do dia 17 de Março.


Veja quais foram os prêmios recebidos e as principais pesquisas realizadas por Aziz Ab’Saber.

Prêmios

Prêmio Nacional de Ciência e Tecnologia - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - 1998

Prêmio Santista (Meio Ambiente) - Fundação Santista - 1998

Prêmio Nacional de Ciência e Tecnologia - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - 1999

Prêmio Fundação Conrado Wessel 2005 (Ciência Aplicada ao Meio Ambiente) - Fundação Conrado Wessel - 2005

Principais pesquisas

# Domínios morfoclimáticos e fitogeográficos.
# Sertões do Nordeste.
# Estudos amazônicos.
# Superfícies aplainadas no Brasil.
# Teorias dos refúgios.
# Revisão das pesquisas sobre "desertificação" na Campanha Gaúcha de Sudoeste.
# Por uma Educação Fundamental cruzada com Educação de Base Regional, para o Brasil como um todo.

Fonte: Academia Brasileira de Ciências

sábado, 12 de março de 2011

TREMOR NO JAPÃO


Para compreendermos a magnitude do tremor no Japão estou postando esta matéria publicada no portal da BBC BRASIL.

Tremor no Japão foi 1,5 mil vezes mais intenso que o da Nova Zelândia

O terremoto de magnitude 8,9 ocorrido nesta sexta-feira no Japão foi cerca de 1,5 mil vezes maior do que o tremor que atingiu a cidade neozelandesa de Christchurch no mês passado, matando 160 pessoas.
Este cálculo pode ser feito considerando que um aumento de um ponto na escala de magnitude utilizada pelos geólogos, que mede a energia liberada por um evento geológico, representa uma liberação de energia 32 vezes maior que o anterior.

Da mesma forma, o tremor no Japão foi quase 900 vezes mais intenso que o terremoto de magnitude 7,0 que atingiu o Haiti em janeiro de 2010, deixando 230 mil mortos e cerca de 1,5 milhão de desabrigados.

"A quantidade de energia liberada depende do deslocamento que houve no plano de falha", disse à BBC Brasil o geólogo Rualdo Menegat, professor do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

"Quanto maior a magnitude, maior a área do plano de falha que se deslocou", afirma o especialista.

Ele diz que a magnitude não progride de forma linear, e sim em escala logarítmica, o que explica a grande diferença na intensidade com o aumento de apenas um ponto.

A medição da magnitude é feita por meio de sismógrafos, aparelhos que calculam a intensidade dos eventos geológicos por meio da vibração decorrente das ondas de energia que eles produzem.

Menegat afirma que, embora não exista um máximo para a escala de magnitude, a dinâmica dos deslocamentos das placas tectônicas faz com que seja praticamente impossível ocorrer um terremoto que supere os 10 pontos.

"Um evento de magnitude 14, por exemplo, racharia o planeta ao meio, e só poderia ser causado por coisas como o choque de meteoro na Terra", afirma o professor da UFRGS.

Outras escalas

Menegat afirma que, além da magnitude, outra maneira de medir os terremotos é por meio da escala de Mercalli, que avalia os tremores em relação à destruição causada em edificações e ao número de mortes decorrentes deles.

Esta medição, baseada na avaliação humana dos danos, geralmente é realizada por equipes de Defesa Civil.

Um tremor de grande magnitude pode ter baixa classificação na escala de Mercalli, caso ocorra em um lugar desabitado, por exemplo. Já um abalo de baixa magnitude pode causar muitas mortes em áreas mal preparadas para desastres, tendo assim uma pontuação maior.

No entanto, diz o professor da UFRGS, a escala de Mercalli caiu em desuso devido ao avanço tecnológico dos sismógrafos, que são capazes de medir com precisão informações absolutas sobre a intensidade dos terremotos.

Outra medição que caiu em desuso, segundo Menegat, é a escala Richter, que foi largamente utilizada pelos geólogos até os anos 1970. O professor afirma que esta medição foi modificada anos atrás, pois continha erros quanto à maneira como se pensava a propagação da onda em sólidos.

Círculo de Fogo do Pacífico é área com mais terremotos no mundo


O Portal da BBC Brasil publicou uma matéria sobre o Círculo de Fogo do Pacífico área formada no fundo do oceano por uma série de arcos vulcânicos e fossas oceânicas,ao conhecermos a estrutura dessa região compreendemos melhor os últimos acontecimentos no Japão,eis a matéria na integra:

Círculo de Fogo do Pacífico é área com mais terremotos no mundo

O Japão, que registrou nesta sexta-feira um terremoto de magnitude 8,9, é um dos países mais afetados pelo Círculo de Fogo, uma área situada no Oceano Pacífico onde ocorre a grande maioria dos tremores de terra e das erupções vulcânicas do mundo.
O Círculo de Fogo do Pacífico (ou Anel de Fogo) é uma área formada no fundo do oceano por uma grande série de arcos vulcânicos e fossas oceânicas, coincidindo com as extremidades de uma das maiores placas tectônicas do planeta.

A região, de cerca de 40 mil km de extensão, tem formato de ferradura e circunda a bacia do Pacífico, abrangendo toda a costa do continente americano, além do Japão, Filipinas, Indonésia, Nova Zelândia e ilhas do Pacífico Sul.

Esta é a área de maior atividade sísmica do mundo. Somente o Japão responde por cerca de 20% dos tremores de magnitude igual ou superior a 6 registrados na Terra. Em média, os sismógrafos captam algum tipo de abalo no Círculo de Fogo a cada cinco minutos.

Além disso, mais da metade dos vulcões ativos no mundo, acima do nível do mar, estão localizados nesta área.

Alguns dos piores desastres naturais já registrados ocorreram em países localizados no Círculo de Fogo. Um deles foi o tsunami de dezembro de 2004, que matou 230 mil pessoas em 14 países no Oceano Índico, após um tremor de magnitude 9,1.

Outros dois desastres famosos na área ocorreram no Chile: o primeiro, em 1960, foi um terremoto de magnitude 9,5 - o pior já registrado na história - que matou 2 mil pessoas; outro tremor, em 2010, deixou 800 mortos e cerca de 20 mil desabrigados.

Placas tectônicas

Nos anos 1960, cientistas desenvolveram a noção de placas tectônicas, o que explica as localizações dos vulcões e outros eventos geológicos de grande escala.

De acordo com a teoria, a superfície da Terra é feita de uma "colcha de retalhos" de enormes placas rígidas, com espessura de 80 km, que flutuam devagar por cima do âmago quente e líquido do planeta.

As placas mudam de tamanho e posição ao longo do tempo, movendo entre um e dez centímetros por ano - velocidade equivalente ao crescimento das unhas humanas.

O fundo do oceano está sendo constantemente modificado, com a criação de novas crostas feitas da lava expelida do centro da Terra e que se solidifica no contato com a água fria. Assim, as placas tectônicas se movem, gerando intensa atividade geológica em suas extremidades.

Três coisas podem ocorrer com as placas: elas podem se afastar umas das outras, deixando espaço para criar mais "chão" no fundo do mar; podem se aproximar, fazendo uma encobrir a outra; ou podem "roçar" umas nas outras, sem causar muito distúrbio.

Essas placas que se "roçam" causam tremores de menor intensidade, como ocorre geralmente na Falha de San Andreas, localizada na região de San Francisco (Estados Unidos). Essas falhas também podem criar escarpas ou falésias no fundo do mar.

No entanto, quando uma placa se move e é forçada para dentro da Terra, ela encontra altas temperaturas e pressões que são capazes de parcialmente derreter a rocha sólida, formando o magma que é expelido pelos vulcões.

As atividades nestas zonas de divisa entre placas tectônicas são as mesmas que dão origem aos terremotos de grande magnitude.

OS TSUNAMIS


Nesta sexta-feira dia 11/3/11,o Japão foi surpreendido por um terremoto de magnitude 8,9 esse terremoto foi seguido por um tsunami que devastou algumas cidades japonesas,diante das noticias que apareciam nos meios de comunicações as pessoas se questionavam o que seria um tsunami e como se formam.Tsunami é um fenômeno ocasionado pelo deslocamento da crosta oceânica que soergue a massa de água do continente,o impacto de um meteorito no mar,erupções vulcanicânicas podem provocar esse fenômeno.
Os tsunamis são ondas gigantescas,existem estudos que dão uma estimativa de ondas de mais de 30 metros de altura e velocidade incrível de mil quilômetros por hora,de acordo com o site Brasil Escola,a formação dessas grandes ondas ocorrem também como consequencia de terremotos continentais,um exemplo disso foi o grande abalo sísmico do Chile,que resultou em mortes no Havaí,que apesar da distancia,foi atingido por ondas que migraram pelo pacifico.
Os Tsunamis representam um perigo real e em muitos casos de difícil previsão,quando ocorre provocam destruições e mortes,existindo com isso a necessidade de equipamentos e sondas para identificar possíveis abalos e assim prevenir a população para evitar mortes uma vez que os prejuízos materiais serão inevitáveis.

sábado, 5 de março de 2011

MONTES URAIS


Os montes Urais formam a cadeia montanhosa fronteiriça entre a Europa e a Ásia,os Urais são consequencia da colisão do Continente Báltica( este localizava-se entre as médias e as altas latitudes do hemisfério sul,e era constituído pelo atual norte da Europa e Península da Escandinava) e Sibéria há cerca de 300 milhões de anos,após o Oceano Uraliano ter sido subduzido por completo sob o continente siberiano. Suas montanhas sofreram intensas erosões,os dobramentos alpinos terciários rejuveneceram alguns setores da cadeia,cuja lenta elevação prossegue ainda hoje. No subsolo,rico,encontram-se grandes jazidas de ferro,cobre,níquel,ouro,platina,carvão betuminoso,pedras preciosas e outros minerais.A revista Enciclopédia Ilustrada da Tera da Isto É em sua edição número 6,traz a seguinte informação:Em 1841,o geólogo britânico Roderick Murchison mapeou a estratificação dos depósitos nos Urais ocidentais.Ao fazer isso,ele definiu o período Permiano(nome derivado da região russa de Perm),que se estendeu de aproximadamente 290 milhões a 252 milhões de anos atrás e no qual ocorreu um evento de extinção da maior parte da vida marinha.Os depósitos minerais de sulfetos,incluindo cobre,ferro e zinco,foram formados por chaminés hidrotermais no antigo leito do oceano.Eles estão agora preservados no sul dos Urais e formam um cinturão de minério com 2 mil quilômetros de extensão.A área tem sido uma das mais importantes regiões industriais dos tempos modernos.Os Urais centrais e do sul são fortemente arborizados,enquanto mais ao norte as montanhas apresentam prados alpinos e tundra.
Os montes Urais se estendem,no sentido norte-sul,por mais de 2000km,desde as imediações do Oceano Glacial Ártico até as estepes semidesérticas atravessadas pelo Rio Ural,ao sul.
A cadeia dos Urais pode ser dividida em cinco partes de norte para sul:

1) Os Urais Polares que culminam no monte Paier(1472 m);
2) Os Urais Subpolares,que alcançam a maior altitude da cadeia,no Monte Narodnaia(1895 m);
3) Os Urais do norte,que culminam no Monte Telpos IZ(1617 m);
4) Os Urais centrais,com altitude média de 550 m;
5) Os Urais meridionais,que se elevam até 1640 m,no Monte Yamantau.

O ponto mais alto dos montes Urais é o monte Narodnaia que alcança os 1894 metros de altitude e que se localiza no extremo norte da cordilheira.

Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica(OBA)

A Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica(OBA) é organizada anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira(SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira(AEB) e com Eletrobras Furnas.
A OBA é um evento aberto à participação de escolas públicas ou privadas,urbanas ou rurais,para alunos do primeiro ano do ensino fundamental até aos do último ano do ensino médio.A OBA ocorre totalmente dentro da própria escola,tem uma única fase e é realizada dentro de um só ano letivo.A participação dos alunos é voluntária e não há obrigatoriedade de um número mínimo ou máximo de alunos ao final da OBA todos alunos recebem um certificado de participação,bem como os professores envolvidos no processo e também os diretores escolares.
A XIV OBA ocorrerá na sexta-feira,dia 13 de Maio de 2011 em todas as escolas previamente cadastradas para participarem e no horário mais conveniente para a escola,desde que seja na sexta-feira dia 13 de Maio de 2011.

Movimento Zapatista | Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) - Brasil Escola

Segue o texto do trabalho de História,para visualizar clicar em cima do título,responder as questões das páginas 10 e 11.Movimento Zapatista | Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) - Brasil Escola

sábado, 19 de fevereiro de 2011

ILHAS DE CALOR

A revista Conhecimento Prático Geografia em sua edição de Janeiro/2001,trás uma nota sobre a utilização de árvores para combater as ilhas de calor em Guarulhos,cidade da grande São Paulo,programa denominado ilhas verdes é uma iniciativa reconhecida como exemplo de política de combate ao aquecimento global pela Unesco.
Ilhas de calor é a designação que se dá a um fenômeno climático que ocorre principalmente nas cidades com elevado grau de urbanização.A temperatura média das cidades que apresentam ilhas de calor costuma ser mais elevada do que nas regiões rurais mais próximas.
A presença de grande concentração de prédios,asfaltos,concretos,pouca quantidade de árvores,favorece a elevação da temperatura,a poluição atmosférica também é outro fator.
As ilhas de calor são consequencias da atuação do homem sobre o meio ambiente e contribuem para o aquecimento global.

Segue na integra a nota da Revista Conhecimento Prático Geografia:

Árvores para combater ilhas de calor

Iniciativa municipal reconhecida como exemplo de política pública de combate ao aquecimento global pela Unesco,em 2009 Guarulhos,cidade da grande São Paulo,implantou o programa Ilhas Verdes.Surgido de uma pesquisa sobre os mapas termais do município,identificados via satélite através de sistema infravermelho,o Ilhas Verdes tem como objetivo equilibrar as condições climáticas da região,com foco em locais de grande incidência de calor.
Estudos indicam que a elevação da temperatura deve-se ao avanço da urbanização,ao a assoreamento dos rios e ao aumento do número de indústrias.
A orientação da arborização tendo como critério a regulação climática é uma ação inovadora e de longo prazo,já que a expectativa é que o mapa termal se altere em um prazo de dez a 15 anos.Estima-se que haverá redução de enchentes graças à maior permeabilidade do solo;aumento da fauna de aves no entorno e melhoria da qualidade do ar em toda a região, que engloba também o Aeroporto Internacional de Cumbica.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A AMAZÔNIA AZUL


Estamos acostumados a ouvir falar da floresta Amazonica e achamos que as maiores riquessas naturais do Brasil encontra-se lá,com mais de 4 milhões de quilômetros quadrados,abrigando parcela considerável da água doce do planeta,reservas minerais de toda ordem e a maior biodiversidade da Terra,todos esses dados já são motivos para acharmos que nossas maiores riquezas encontram-se nessa área.
Entretanto,há uma outra Amazônia,cuja existência é,ainda,tão ignorada por boa parte dos brasileiros quanto o foi aquela por muitos séculos.Trata-se da Amazônia azul,que,maior do que a verde,é inimaginavelmente rica.
Qual a extensão e as riquezas dessa Amazônia azul?Conforme estabelecido na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar,ratificada por 148 países,inclusive o Brasil,todos os bens econômicos existentes no seio da massa líquida,sobre o leito do mar e no subsolo marinho,ao longo de uma faixa litorânea de até 200 milhas marítimas de largura,na chamada Zona Econômica Exclusiva(ZEE),constituem propriedade exclusiva do país ribeirinho.Em alguns casos,a Plataforma Continental(PC)prolongamento natural da massa terrestre de um estado costeiro-ultrapassa essa distância,podendo estender a propriedade econômica do Estado a até 350 milhas marítimas.Essas áreas somadas -a ZEE mais a PC estendida-caracterizam a imensa Amazônia Azul,medindo quase 4,5 milhões de quilômetros quadrados,o que acrescenta ao País uma área equivalente a mais de 50% de sua extensão territorial.As riquezas contidas nesse território também pertencem ao Brasil já que são elementos desse contexto,a via marítima é outra fonte de riqueza já que 95% do nosso comércio exterior é transportado por via marítima.Diante desses dados temos que nos preocupar com a preservação,a vigilância,a defesa e a proteção dos interesses do Brasil no mar.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

CONTEÚDO PARA O TRABALHO DO 9º B

Segue abaixo o texto para o trabalho.
Fazer um comentário sobre o texto e elaborar 5 questões.
A matéria é da Revista Isto É Dinheiro de 17 Fev/2010,Ed. Três.

Euroesclerose
O epicentro da crise global já não é mais a economia americana, mas sim a Europa, que está na UTI. E, no Velho Continente, os problemas estruturais são tão graves que já ameaçam até a saúde do euro
Por Carolina Matos e Hugo Cilo

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Nos últimos dias, o mundo descobriu que a Europa está doente. Não de uma enfermidade ocasional, provocada por algum vírus oportunista. A doença europeia é congênita e o foco de infecção está no próprio modelo que forjou, ao longo de mais de 50 anos, o mais poderoso e rico bloco econômico do mundo, com um PIB de quase US$ 15 trilhões. Engessado por políticas sociais e trabalhistas rígidas, excessivamente dependente de seu mercado interno e sob o peso de economias frágeis, como Grécia, Portugal e Espanha, o Velho Continente parecia não ter forças de reação à crise inaugurada em setembro de 2008 e que dá sinais de estar mais próxima da cura até mesmo nos Estados Unidos. Embora não haja riscos de um contágio maior em economias como a brasileira, a situação local inspira cuidados. E, na semana passada, um sintoma da enfermidade apareceu no quadro clínico do paciente, na forma de uma corrida especulativa. Fundos montaram posições de US$ 8 bilhões para apostar contra a moeda europeia - o euro, que já valeu mais de US$ 1,50 em dezembro do ano passado, caiu para US$ 1,36. Especulava-se até que alguns países, no médio prazo, poderiam abandonar a moeda comum e resgatar suas antigas e combalidas divisas, como a lira italiana, a peseta espanhola, o escudo português e a dracma grega. No caso da Grécia, o risco era iminente. E o que se discutia em Bruxelas, sede do Parlamento europeu, na noite da quarta-feira 10, era se o governo de Atenas deveria ser socorrido pelo Fundo Monetário Internacional ou por instituições locais. O debate mobilizou as duas principais vozes econômicas da Europa. O presidente do FMI, o francês Dominique Strauss-Kahn, se colocou à disposição para ajudar. Mas o presidente do Banco Central Europeu, o também francês Jean Claude Trichet, recusou a oferta de forma simples e direta. "Seria uma humilhação", disse ele.

O epicentro da crise global já não é mais a economia americana, mas sim a Europa, que está na UTI. E, no Velho Continente, os problemas estruturais são tão graves que já ameaçam até a saúde do euro

Por Carolina Matos e Hugo Cilo


Protestos na frança: trabalhadores contrârios a mudanças na lei de previdência

A expressão usada por Trichet revela bem o estado de ânimo dos europeus, que vivem uma crise que pode até abrir novas oportunidades para países emergentes como o Brasil. Mal comparando, eles vivem uma situação parecida com a de uma família quatrocentona, que ainda ostenta títulos de nobreza, mas que perdeu patrimônio e não pode passar pelo vexame de ver seu nome nas páginas de protestos judiciais. "A única coisa capaz de acalmar os mercados é um pacote interno, 100% europeu, de resgate das economias mais problemáticas", disse à DINHEIRO Jim Reid, estrategista do Deutsche Bank em Londres. Na semana passada, as negociações com os gregos eram lideradas pelas duas economias mais fortes da Europa - Alemanha e França -, que exigiam cortes orçamentários para aprovar um pacote de ajuda. Sem alternativas, o governo do primeiro-ministro George Papandreou prometia aprovar em regime de urgência medidas impopulares, como a flexiblização dos direitos trabalhistas e o aumento da idade mínima de aposentadoria. "A prioridade é salvar a economia", disse ele.

Em tese, com um PIB de apenas US$ 343 bilhões, a economia do Mediterrâneo é relativamente pequena e não deveria ser capaz de provocar nenhuma turbulência no globo. Mas o caso grego expõe as fragilidades da União Europeia, um bloco que já conta com 16 países na Zona do Euro e tem outros na fila - a Grécia foi aceita em 2000. Durante a bonança, os países mais frágeis do continente receberam grandes investimentos das economias centrais, mas não encontraram novas vocações econômicas. E o euro criou uma ilusão de riqueza. Agora, com a retração econômica, as contas fiscais entraram em colapso - a Grécia registrou um rombo de 12,7% do PIB, quando as regras do Tratado de Maastricht, que fixou as regras do euro, estipulava um teto de 3% do PIB. E é exatamente aí que entra um outro complicador. Numa situação normal, um governo neste estâgio poderia adotar medidas de política monetária, usando a inflação para reduzir a dívida, ou de política cambial, para aumentar a competitividade externa de seus produtos. Mas os países do euro perderam instrumentos de ação. E por isso ficaram na mira dos mais pessimistas. "Se nada fosse feito, a Grécia poderia voltar aos tempos da dracma", previu o economista Nouriel Roubini.

A questão é que a crise de confiança está se disseminando rapidamente em vários países da Europa. Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia, afirmou na semana passada que "o coração da crise se chama Espanha". E ele também apontou a falta de instrumentos por parte do governo de José Luis Zapatero. "Se a Espanha tivesse a sua moeda, poderia desvalorizá-la para voltar a ser competitiva", disse ele. "Como não tem, está condenada a vários anos de deflação e alto desemprego." Embora esteja no centro das preocupações, a Espanha teve uma boa notícia na semana passada, quando a agência Moody's reafirmou o rating AAA do país, diante das promessas de que o país também enfrentaria seu problema previdenciário. Mas o que é dito pelas agências nem sempre é levado ao pé da letra pelo mercado - na semana passada, pela primeira vez na história, Grécia, Portugal, Irlanda e a própria Espanha apresentavam uma taxa de risco de crêdito superior à brasileira (leia gráfico).

O epicentro da crise global já não é mais a economia americana, mas sim a Europa, que está na UTI. E, no Velho Continente, os problemas estruturais são tão graves que já ameaçam até a saúde do euro

Por Carolina Matos e Hugo Cilo

A DOENÇA EUROPEIA

O Velho Continente está em crise. E os casos mais emergenciais são os de países como Portugal, Itália, Irlanda, Espanha e Grécia, os chamados PIIGS

Na Espanha, o desemprego já se aproxima de 20%. Entre os mais jovens é de quase 40%. E isso revela um outro aspecto da euroesclerose: a rigidez do mercado de trabalho, que se soma a um grave problema demográfico. Países como Itália e Alemanha estão perdendo população. Na Espanha, ela já não cresce mais. E, quando se leva em conta que as populações têm idades médias elevadas, o problema previdenciário se torna crítico. Tão grave quanto isso é a imensa reação dos europeus a qualquer mudança. No mês passado, na Bélgica, a demissão de 260 pessoas na ABInbev, num quadro de 2,7 mil funcionários, provocou bloqueios nas estradas, que paralisaram totalmente a produção da empresa. Além disso, parlamentares passaram a pedir a cabeça do CEO da companhia, o brasileiro Carlos Brito. No início deste mês, na França, dois gerentes de uma empresa de móveis perto de Paris, a Pier Import, foram feitos reféns pelos trabalhadores, que protestaram contra futuras demissões. E a gigante France Telecom foi palco de uma onda de suicídios - 25 em 20 meses -, em decorrência de um estilo de gestão mais agressivo. "Eles viveram durante muitos anos num mundo de privilégios e criaram economias que hoje são elefantes brancos", aponta o sociólogo Paulo Edgar de Almeida Resende, professor da PUC-SP.

O epicentro da crise global já não é mais a economia americana, mas sim a Europa, que está na UTI. E, no Velho Continente, os problemas estruturais são tão graves que já ameaçam até a saúde do euro

Por Carolina Matos e Hugo Cilo


Bolsa de Madri: os temores sobre a Europa afugentam os investidores

Justamente por isso, o mundo hoje parece mais preocupado com a situação da Europa do que com a dos Estados Unidos. Enquanto o consenso dos bancos internacionais já projeta algum crescimento da economia americana em 2010, entre 1% e 2%, o PIB europeu deverá recuar cerca de 1%. E há também a convicção de que os Estados Unidos têm maior poder de reação, pelo simples fato de estarem mais integrados à economia global - a Europa ainda é a região mais protecionista do mundo. E que também não cumpriu uma das promessas da união econômica - a de criar grandes conglomerados globais, com centros de produção em todo o continente. Uma das únicas exceções é a Airbus, com atividade industrial na França, na Alemanha e na Espanha. Muitas economias, especialmente as dos PIIGS, foram capazes de transpor para além de suas fronteiras apenas grandes empresas de serviços - como a Telefônica e o Santander, na Espanha, ou a Portugal Telecom, em Portugal. E, de certa forma, acabaram concentrando todo o esforço de crescimento no setor imobiliário. Na Espanha, que se tornou uma espécie de balneário de luxo de toda a Europa, já existem quase duas casas por família - é a maior média do mundo.

Como o espaço para crescer na Europa hoje parece limitado, as grandes multinacionais do Velho Continente voltam suas atenções cada vez mais para os países emergentes - e nisso o Brasil ganha posição de destaque. O Carrefour cresceu 14% no Brasil em 2009, contra 2,6% na Europa. A Renault passou a ter no País seu quinto maior mercado global - éramos o décimo. E, no caso da sueca Volvo Caminhões, o Brasil assumiu a liderança, com a venda de 8,7 mil unidades. O mesmo fenômeno está ocorrendo na MAN, que adquiriu a Volks Caminhões e anunciou que o Brasil será sua plataforma de crescimento no mundo". Isso prova que o contágio da crise europeia por aqui, diferentemente do que ocorreu com o colapso dos bancos nos EUA, pode ser até positivo.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A DERIVA CONTINENTAL


Quem não já se questionou sobre a separação dos continentes,é impossível olharmos para o mapa mundi e não vir em nossa mente a indagação : o que aconteceu para que os continentes se separassem,realmente é algo muito curioso essa separação.Quando houve o desenvolvimento da cartografia nos séculos XV e XVI,para auxiliar as navegações, foi possível ter uma noção da amplitude do horizonte mundial,só que algo intrigava os estudiosos os continentes em suas divisões pareciam que se fossem juntados se encaixariam se estivessem em posições frontais.

Sendo um suporte para os conquistadores naquele tempo,a cartografia tinha uma importância muito grande,ao observar que a América do Sul e a África aparentemente se encaixariam,muitas especulações foram levantadas fazendo surgir pesquisas nessa área.Em 1912 Alfred Wegener(1880-1930)elabora a mais importante proposição,a teoria da deriva continental,onde ele apresentou evidências geológicas,biológicas,paleontológicas e geofísicas para demonstrar suas ideias.Mas o que consistia a sua tese da deriva dos continentes?Para ele ,os continentes atuais estiveram agrupados no passado geológico em um único conjunto,o qual denominou Pangéia.

Por milhões de anos,essa enorme vastidão se rompeu,como consequência das elevações vulcânicas e à ação dos rios e mares,para formar o mapa-mundi que conhecemos.Como em todo processo geológico a deriva dos continentes ocorre muito lentamente e está ocorrendo o tempo todo,o mapa do mundo está em constante mudança devido as forças da natureza.Os passos da deriva continental foram :
1-Há 200 milhões de anos só existia um continente denominado de Pangea ou Pangéia,era a fase inicial de evolução da superfície terrestre.
2-Há 150 milhões de anos o super continente já estava separado em dois grandes continentes:o da Laurásia e o de Gondwana.
3-Há 100 milhões de anos o deslocamento dos blocos continentais continuou durante milhões de anos,dividindo Gondwana,nessa fase,nas terras da América do Sul,da África,da Austrália e da Antártida.
4-Há 50 milhões de anos a última fase da deriva continental a Laurásia já se havia dividido em América do Norte e Eurásia(Europa e Ásia),e assim se moldar a atual conformação dos continentes.
A conclusão sobre a deriva continental é que o super continente denominado Pangéia se fragmentou lentamente,dando origem a dois continentes,Laurásia ao norte,e Gondwana,ao sul,Wegener baseava-se na hipótese de que a crosta terrestre é constituída por uma massa sólida mais leve que flutua sobre um substrato mais denso e pastoso.Á medida que as massas continentais foram se deslocando,teriam comprimido blocos de rochas mais frágeis,levantando-os como enormes enrugamentos,dando origem ás cordilheiras,esse processo foi chamado de efeito de proa,lembrando uma embarcação em movimento de flutuação.

O ESPAÇO GEOGRÁFICO COMO CONSEQUÊNCIA DA AÇÃO HUMANA


O homem através de sua cultura vem transformando a natureza para que esta venha se adaptar a seu modo de vida,com isso vemos o espaço natural sendo todo transformado como consequência da constante intervenção humana na superfície terrestre.A superfície terrestre é chamada de biosfera,o local onde coexistem as comunidades de animais e vegetais,e nesse meio o homem tem deixado a sua marca transformando o local para que este venha a se adaptar a seu modo de vida.


Todas comunidades humanas,colocam na superfície terrestre a sua marca,da comunidade mais simples até as mais complexas,ou seja da tribo indígena a super potencia Americana.


Osvaldo Piffer em sua apostila geografia geral diz que ´´a sociedade se projecta e se expressa no espaço geográfico,mas,nesse processo,ela é simultâneamente instrumento e produto,pois enquanto construi o espaço,ela própria se reconstrui.´´


Todas as mudanças no espaço geográfico com certeza irá mexer com o meio ambiente e não podemos esquecer que a biosfera é um ecossistema constituída de elementos que interagem entre si mantendo um equilíbrio na natureza e a partir do momento em que o homem intervém nesse ecossistema novos elementos são introduzidos muitos estranhos a natureza de uma determinada localidade,provocando um desequilíbrio aquele meio,ao colocarmos nossas ´´impressões´´no espaço natural temos que estar cientes de que estamos introduzindo novos elementos naquele meio e sermos criteriosos para não prejudicarmos um ambiente que a natureza levou milhões de anos para construir.Temos uma importância no meio onde estamos uma vez que somos produto e instrumento como sociedade,e somos nós que modificamos o espaço ao construi-lo,individualmente ou coletivamente.


O espaço geográfico é aquele trabalhado pelo homem,que sofreu com a sua intervenção em vários aspectos constituindo uma paisagem que é a parte concreta,palpável,que permite a percepção do espaço geográfico,com toda a sua dinâmica histórica e entrelaçamentos físico-culturais.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

TEXTO E ATIVIDADES PARA OS SÉTIMOS ANOS (D,E)



A RUA DIFERENTE




Na minha rua estão cortando árvores

botando trilhos

construindo casas.


Minha rua acordou mudada.

Os vizinhos não se conformam.

Eles não sabem que a vida

tem dessas exigências brutas.


Só minha filha goza o espetáculo

e se diverte com os andaimes,

a luz da solda autógena

e o cimento escorrendo nas formas.


ANDRADE,Carlos Drummond de.Sentimento do mundo.



Na rua descrita no poema,´´estão cortando árvores,botando trilhos,construindo casas´´.

Quem está fazendo isso? O que significa,do ponto de vista geográfico,cortar árvores,colocar trilhos,construir casas?



Quem construiu a sua casa?


Quem construiu a casa ou o apartamento onde você mora?Converse com sua mãe,seu pai,seus avós,com as pessoas com quem você vive,ou então com vizinhos. Pergunte se eles se lembram de como eram,tempos atrás,a vizinhança,as redondezas.

Se vivem há muito tempo no mesmo local,peça que descrevam como era a paisagem na época em que ainda eram crianças.Pergunte se eles têm fotos antigas para comparar com a paisagem atual.




VOCÊ SABIA?


Atualmente são poucos os espaços naturais existentes na Terra.Quase todos sofreram a intervenção humana ou já foram transformados pelo ser humano.Um exemplo de espaço natural é a Antártida.Apesar de possuir instalações ou estações científicas de alguns países,a Antártida é ainda um espaço natural praticamente inalterado.



Responda as questões:


1-Você vive ou mora num espaço natural ou num espaço geográfico?Explique a sua resposta.

2-Interprete:´´Em nenhum lugar a natureza ou o espaço natural foi tão transformado como na cidade´´.

3-O que é humanizar o espaço?

4-O que você sabe a respeito das mudanças realizadas pelo ser humano nas paisagens?