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Desejo boas vindas e que o mesmo possa suprir as espectativas e contribuir para aumentar os conhecimentos daqueles que o visitam,temos como proposta a divulgação do conhecimento geográfico no contexto escolar e no âmbito do planeta terra,trabalhando de uma forma holística para que possamos compreender os acontecimentos naturais ou antrópicos em nosso planeta,e que todos possam participar dando sugestões.

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  • Gráficos e mapas,construa você mesmo-Marcelo Martinelli
  • A Geografia das lutas no campo
  • Epistemologia Ambiental-Enrique Leff
  • Geografia do Brasil-Jurandyr L. Ross
  • Max. Sore-Geografia

O que são rios voadores?

sábado, 19 de fevereiro de 2011

ILHAS DE CALOR

A revista Conhecimento Prático Geografia em sua edição de Janeiro/2001,trás uma nota sobre a utilização de árvores para combater as ilhas de calor em Guarulhos,cidade da grande São Paulo,programa denominado ilhas verdes é uma iniciativa reconhecida como exemplo de política de combate ao aquecimento global pela Unesco.
Ilhas de calor é a designação que se dá a um fenômeno climático que ocorre principalmente nas cidades com elevado grau de urbanização.A temperatura média das cidades que apresentam ilhas de calor costuma ser mais elevada do que nas regiões rurais mais próximas.
A presença de grande concentração de prédios,asfaltos,concretos,pouca quantidade de árvores,favorece a elevação da temperatura,a poluição atmosférica também é outro fator.
As ilhas de calor são consequencias da atuação do homem sobre o meio ambiente e contribuem para o aquecimento global.

Segue na integra a nota da Revista Conhecimento Prático Geografia:

Árvores para combater ilhas de calor

Iniciativa municipal reconhecida como exemplo de política pública de combate ao aquecimento global pela Unesco,em 2009 Guarulhos,cidade da grande São Paulo,implantou o programa Ilhas Verdes.Surgido de uma pesquisa sobre os mapas termais do município,identificados via satélite através de sistema infravermelho,o Ilhas Verdes tem como objetivo equilibrar as condições climáticas da região,com foco em locais de grande incidência de calor.
Estudos indicam que a elevação da temperatura deve-se ao avanço da urbanização,ao a assoreamento dos rios e ao aumento do número de indústrias.
A orientação da arborização tendo como critério a regulação climática é uma ação inovadora e de longo prazo,já que a expectativa é que o mapa termal se altere em um prazo de dez a 15 anos.Estima-se que haverá redução de enchentes graças à maior permeabilidade do solo;aumento da fauna de aves no entorno e melhoria da qualidade do ar em toda a região, que engloba também o Aeroporto Internacional de Cumbica.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A AMAZÔNIA AZUL


Estamos acostumados a ouvir falar da floresta Amazonica e achamos que as maiores riquessas naturais do Brasil encontra-se lá,com mais de 4 milhões de quilômetros quadrados,abrigando parcela considerável da água doce do planeta,reservas minerais de toda ordem e a maior biodiversidade da Terra,todos esses dados já são motivos para acharmos que nossas maiores riquezas encontram-se nessa área.
Entretanto,há uma outra Amazônia,cuja existência é,ainda,tão ignorada por boa parte dos brasileiros quanto o foi aquela por muitos séculos.Trata-se da Amazônia azul,que,maior do que a verde,é inimaginavelmente rica.
Qual a extensão e as riquezas dessa Amazônia azul?Conforme estabelecido na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar,ratificada por 148 países,inclusive o Brasil,todos os bens econômicos existentes no seio da massa líquida,sobre o leito do mar e no subsolo marinho,ao longo de uma faixa litorânea de até 200 milhas marítimas de largura,na chamada Zona Econômica Exclusiva(ZEE),constituem propriedade exclusiva do país ribeirinho.Em alguns casos,a Plataforma Continental(PC)prolongamento natural da massa terrestre de um estado costeiro-ultrapassa essa distância,podendo estender a propriedade econômica do Estado a até 350 milhas marítimas.Essas áreas somadas -a ZEE mais a PC estendida-caracterizam a imensa Amazônia Azul,medindo quase 4,5 milhões de quilômetros quadrados,o que acrescenta ao País uma área equivalente a mais de 50% de sua extensão territorial.As riquezas contidas nesse território também pertencem ao Brasil já que são elementos desse contexto,a via marítima é outra fonte de riqueza já que 95% do nosso comércio exterior é transportado por via marítima.Diante desses dados temos que nos preocupar com a preservação,a vigilância,a defesa e a proteção dos interesses do Brasil no mar.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

CONTEÚDO PARA O TRABALHO DO 9º B

Segue abaixo o texto para o trabalho.
Fazer um comentário sobre o texto e elaborar 5 questões.
A matéria é da Revista Isto É Dinheiro de 17 Fev/2010,Ed. Três.

Euroesclerose
O epicentro da crise global já não é mais a economia americana, mas sim a Europa, que está na UTI. E, no Velho Continente, os problemas estruturais são tão graves que já ameaçam até a saúde do euro
Por Carolina Matos e Hugo Cilo

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Nos últimos dias, o mundo descobriu que a Europa está doente. Não de uma enfermidade ocasional, provocada por algum vírus oportunista. A doença europeia é congênita e o foco de infecção está no próprio modelo que forjou, ao longo de mais de 50 anos, o mais poderoso e rico bloco econômico do mundo, com um PIB de quase US$ 15 trilhões. Engessado por políticas sociais e trabalhistas rígidas, excessivamente dependente de seu mercado interno e sob o peso de economias frágeis, como Grécia, Portugal e Espanha, o Velho Continente parecia não ter forças de reação à crise inaugurada em setembro de 2008 e que dá sinais de estar mais próxima da cura até mesmo nos Estados Unidos. Embora não haja riscos de um contágio maior em economias como a brasileira, a situação local inspira cuidados. E, na semana passada, um sintoma da enfermidade apareceu no quadro clínico do paciente, na forma de uma corrida especulativa. Fundos montaram posições de US$ 8 bilhões para apostar contra a moeda europeia - o euro, que já valeu mais de US$ 1,50 em dezembro do ano passado, caiu para US$ 1,36. Especulava-se até que alguns países, no médio prazo, poderiam abandonar a moeda comum e resgatar suas antigas e combalidas divisas, como a lira italiana, a peseta espanhola, o escudo português e a dracma grega. No caso da Grécia, o risco era iminente. E o que se discutia em Bruxelas, sede do Parlamento europeu, na noite da quarta-feira 10, era se o governo de Atenas deveria ser socorrido pelo Fundo Monetário Internacional ou por instituições locais. O debate mobilizou as duas principais vozes econômicas da Europa. O presidente do FMI, o francês Dominique Strauss-Kahn, se colocou à disposição para ajudar. Mas o presidente do Banco Central Europeu, o também francês Jean Claude Trichet, recusou a oferta de forma simples e direta. "Seria uma humilhação", disse ele.

O epicentro da crise global já não é mais a economia americana, mas sim a Europa, que está na UTI. E, no Velho Continente, os problemas estruturais são tão graves que já ameaçam até a saúde do euro

Por Carolina Matos e Hugo Cilo


Protestos na frança: trabalhadores contrârios a mudanças na lei de previdência

A expressão usada por Trichet revela bem o estado de ânimo dos europeus, que vivem uma crise que pode até abrir novas oportunidades para países emergentes como o Brasil. Mal comparando, eles vivem uma situação parecida com a de uma família quatrocentona, que ainda ostenta títulos de nobreza, mas que perdeu patrimônio e não pode passar pelo vexame de ver seu nome nas páginas de protestos judiciais. "A única coisa capaz de acalmar os mercados é um pacote interno, 100% europeu, de resgate das economias mais problemáticas", disse à DINHEIRO Jim Reid, estrategista do Deutsche Bank em Londres. Na semana passada, as negociações com os gregos eram lideradas pelas duas economias mais fortes da Europa - Alemanha e França -, que exigiam cortes orçamentários para aprovar um pacote de ajuda. Sem alternativas, o governo do primeiro-ministro George Papandreou prometia aprovar em regime de urgência medidas impopulares, como a flexiblização dos direitos trabalhistas e o aumento da idade mínima de aposentadoria. "A prioridade é salvar a economia", disse ele.

Em tese, com um PIB de apenas US$ 343 bilhões, a economia do Mediterrâneo é relativamente pequena e não deveria ser capaz de provocar nenhuma turbulência no globo. Mas o caso grego expõe as fragilidades da União Europeia, um bloco que já conta com 16 países na Zona do Euro e tem outros na fila - a Grécia foi aceita em 2000. Durante a bonança, os países mais frágeis do continente receberam grandes investimentos das economias centrais, mas não encontraram novas vocações econômicas. E o euro criou uma ilusão de riqueza. Agora, com a retração econômica, as contas fiscais entraram em colapso - a Grécia registrou um rombo de 12,7% do PIB, quando as regras do Tratado de Maastricht, que fixou as regras do euro, estipulava um teto de 3% do PIB. E é exatamente aí que entra um outro complicador. Numa situação normal, um governo neste estâgio poderia adotar medidas de política monetária, usando a inflação para reduzir a dívida, ou de política cambial, para aumentar a competitividade externa de seus produtos. Mas os países do euro perderam instrumentos de ação. E por isso ficaram na mira dos mais pessimistas. "Se nada fosse feito, a Grécia poderia voltar aos tempos da dracma", previu o economista Nouriel Roubini.

A questão é que a crise de confiança está se disseminando rapidamente em vários países da Europa. Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia, afirmou na semana passada que "o coração da crise se chama Espanha". E ele também apontou a falta de instrumentos por parte do governo de José Luis Zapatero. "Se a Espanha tivesse a sua moeda, poderia desvalorizá-la para voltar a ser competitiva", disse ele. "Como não tem, está condenada a vários anos de deflação e alto desemprego." Embora esteja no centro das preocupações, a Espanha teve uma boa notícia na semana passada, quando a agência Moody's reafirmou o rating AAA do país, diante das promessas de que o país também enfrentaria seu problema previdenciário. Mas o que é dito pelas agências nem sempre é levado ao pé da letra pelo mercado - na semana passada, pela primeira vez na história, Grécia, Portugal, Irlanda e a própria Espanha apresentavam uma taxa de risco de crêdito superior à brasileira (leia gráfico).

O epicentro da crise global já não é mais a economia americana, mas sim a Europa, que está na UTI. E, no Velho Continente, os problemas estruturais são tão graves que já ameaçam até a saúde do euro

Por Carolina Matos e Hugo Cilo

A DOENÇA EUROPEIA

O Velho Continente está em crise. E os casos mais emergenciais são os de países como Portugal, Itália, Irlanda, Espanha e Grécia, os chamados PIIGS

Na Espanha, o desemprego já se aproxima de 20%. Entre os mais jovens é de quase 40%. E isso revela um outro aspecto da euroesclerose: a rigidez do mercado de trabalho, que se soma a um grave problema demográfico. Países como Itália e Alemanha estão perdendo população. Na Espanha, ela já não cresce mais. E, quando se leva em conta que as populações têm idades médias elevadas, o problema previdenciário se torna crítico. Tão grave quanto isso é a imensa reação dos europeus a qualquer mudança. No mês passado, na Bélgica, a demissão de 260 pessoas na ABInbev, num quadro de 2,7 mil funcionários, provocou bloqueios nas estradas, que paralisaram totalmente a produção da empresa. Além disso, parlamentares passaram a pedir a cabeça do CEO da companhia, o brasileiro Carlos Brito. No início deste mês, na França, dois gerentes de uma empresa de móveis perto de Paris, a Pier Import, foram feitos reféns pelos trabalhadores, que protestaram contra futuras demissões. E a gigante France Telecom foi palco de uma onda de suicídios - 25 em 20 meses -, em decorrência de um estilo de gestão mais agressivo. "Eles viveram durante muitos anos num mundo de privilégios e criaram economias que hoje são elefantes brancos", aponta o sociólogo Paulo Edgar de Almeida Resende, professor da PUC-SP.

O epicentro da crise global já não é mais a economia americana, mas sim a Europa, que está na UTI. E, no Velho Continente, os problemas estruturais são tão graves que já ameaçam até a saúde do euro

Por Carolina Matos e Hugo Cilo


Bolsa de Madri: os temores sobre a Europa afugentam os investidores

Justamente por isso, o mundo hoje parece mais preocupado com a situação da Europa do que com a dos Estados Unidos. Enquanto o consenso dos bancos internacionais já projeta algum crescimento da economia americana em 2010, entre 1% e 2%, o PIB europeu deverá recuar cerca de 1%. E há também a convicção de que os Estados Unidos têm maior poder de reação, pelo simples fato de estarem mais integrados à economia global - a Europa ainda é a região mais protecionista do mundo. E que também não cumpriu uma das promessas da união econômica - a de criar grandes conglomerados globais, com centros de produção em todo o continente. Uma das únicas exceções é a Airbus, com atividade industrial na França, na Alemanha e na Espanha. Muitas economias, especialmente as dos PIIGS, foram capazes de transpor para além de suas fronteiras apenas grandes empresas de serviços - como a Telefônica e o Santander, na Espanha, ou a Portugal Telecom, em Portugal. E, de certa forma, acabaram concentrando todo o esforço de crescimento no setor imobiliário. Na Espanha, que se tornou uma espécie de balneário de luxo de toda a Europa, já existem quase duas casas por família - é a maior média do mundo.

Como o espaço para crescer na Europa hoje parece limitado, as grandes multinacionais do Velho Continente voltam suas atenções cada vez mais para os países emergentes - e nisso o Brasil ganha posição de destaque. O Carrefour cresceu 14% no Brasil em 2009, contra 2,6% na Europa. A Renault passou a ter no País seu quinto maior mercado global - éramos o décimo. E, no caso da sueca Volvo Caminhões, o Brasil assumiu a liderança, com a venda de 8,7 mil unidades. O mesmo fenômeno está ocorrendo na MAN, que adquiriu a Volks Caminhões e anunciou que o Brasil será sua plataforma de crescimento no mundo". Isso prova que o contágio da crise europeia por aqui, diferentemente do que ocorreu com o colapso dos bancos nos EUA, pode ser até positivo.